| Malavolta Jr. |
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| Luiz Carlos Valle é candidato a deputado federal pelo PSL |
O candidato a deputado federal Luiz Carlos Valle (PSL) é engenheiro civil e pastor evangélico. Ele já foi vereador e presidente da Câmara de Bauru e foi candidato a prefeito em 2004. Após 14 anos sem disputar nenhum cargo, decidiu colocar seu nome por entender que o momento do País determina uma mudança radical na política nacional.
O que levou o senhor a ser candidato?
A minha primeira motivação foi o sentimento de indignação geral com a corrupção e, principalmente, pelo vilipêndio que a família tradicional cristã tem recebido. Faço parte de uma rede de igrejas cristãs no Estado e, discutindo no ano passado com eles, me convidaram a ser candidato a deputado federal. Eu não estava com essa intenção, mas o momento é perigoso e devemos atuar. O Brasil só não virou uma Bolívia ou Venezuela porque os setores mais conservadores da sociedade se posicionaram. Os cristãos, sejam católicos ou evangélicos, se levantaram contra o aborto, ideologia de gênero, kit gay nas escolas. A título de combater a homofobia, fizeram apologia à homossexualidade. Nesse aspecto, as igrejas se mostraram contra. Eu não sou racista ou homofóbico, mas a maioria esmagadora da população brasileira não aceita coisas desse tipo, cantor no palco e chamando Jesus de travesti.
Quais serão suas principais áreas de atuação no País caso seja eleito deputado?
Essa agenda marxista cultural de (Antonio) Gramsci adotada pelo PT, PSOL, PCdoB, prega um comunismo, que é algo pouco falado. Usaram o termo socialismo e o Foro de São Paulo é um câncer que visa não apenas o poder, mas uniformizar toda a América Latina, cujo maior referencial é Cuba, que é uma porcaria, não funciona nada. Pode ver: ninguém quer ir para lá. O que se fez nos últimos anos foi criar uma série de divisões na sociedade. Uma das teorias de Gramsci é que a minoria organizada vence a maioria desorganizada. É o que fizeram. De fato, o Estado é laico, mas 90% da população é cristã. Sou a favor do fim do Estatuto do Desarmamento, para que o cidadão de bem tenha o direito de se defender. Na área rural, se acontecer algo, demora até a PM chegar. É uma demagogia da esquerda, e não estou falando de um socialismo, mas de um comunismo bolivariano, que vamos combater. Está infestado de comunista nas universidades e fica esse discurso, que é só para levar vantagem que, ao invés de produzir alguma coisa útil ao País está mamando há décadas no governo.
O senhor defende as reformas tributária, trabalhista e da Previdência?
O Brasil está atolado em dívidas. É um absurdo deputado federal se aposentar com dois mandatos. Vou lutar pelo fim desses privilégios. Ex-presidente tem direito a um monte de assessor, é uma vergonha. Precisa de mudança nos três poderes e a proposta mais ousada é a do Jair Bolsonaro, preparada pelo economista Paulo Guedes. A única proposta a reduzir gastos. De cara, já reduz 24 ministérios. Só aí já corta milhares de cargos de gente que não faz nada. Na reforma trabalhista, precisa ser mantido o que já foi conquistado. O corte dos impostos sindicais foi um avanço, são 17 mil sindicatos. O Alckmin (PSDB) defende rever isso, vamos trabalhar contra essa revisão. Tem que ficar só os sindicatos que, de fato, tem representatividade, que são a minoria.
Na região de Bauru, quais as prioridades?
Eu sou daqui. Acredito que posso fazer mais de 40 mil votos em todo o Estado. Como representante daqui, quero levar as propostas do agronegócio de Bauru e região. Tem uma lei no Mato Grosso do Sul que proíbe o gado vivo para ser abatido em São Paulo, isso prejudica muito os frigoríficos do Estado. É algo que precisamos mudar. Na Saúde, mais recursos no Centrinho, Hospital Amaral Carvalho de Jaú, Apae e centros de recuperação para dependentes químicos. Vou estar aberto aos prefeitos da região. O principal é ajudar a todas as cidades.
