Política

Mandaliti quer 'abrir as portas' para Bauru

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Samantha Ciuffa
Empresário Rodrigo Mandaliti é candidato a suplente no Senado

O empresário Rodrigo Mandaliti (MDB), de Bauru, é o primeiro suplente da candidata a senadora Cidinha Raiz, do mesmo partido. Mandaliti foi cotado para ser candidato a deputado estadual, porém, na convenção da legenda, decidiu não concorrer, por entender que a região já conta com muitos nomes e, assim, abriu mão para que a cidade tenha mais chances de eleger um parlamentar. Depois, foi convidado a ser candidato a primeiro suplente de Cidinha e aceitou.

Filiado ao MDB desde o começo deste ano, ele afirma que entrou no partido a convite do candidato a governador Paulo Skaf (MDB), que disputa a liderança das pesquisas com João Doria (PSDB). "Eu vim para o partido e aceitei ser candidato pelo convite do Skaf. Acredito muito no projeto dele. É algo que vai mudar realmente o Estado de São Paulo, especialmente na educação, mas também na saúde, no desenvolvimento, na geração de emprego. Basta ver o que ele já fez como presidente do Sesi, Senai e Fiesp. Para Bauru e região mesmo, ele já fez muita coisa, mesmo sem estar em cargo no governo, e poderá fazer muito mais. A nossa região só vai ganhar se o Skaf for o governador", afirma.

Já a disputa para senador apareceu logo após sua decisão em não concorrer a deputado estadual. "Eu podia sair para deputado estadual, mas a cidade e região têm muita gente disputando. Seria mais um para acabar tirando votos e com risco de não eleger ninguém. Preferi não entrar na disputa para que a nossa região tenha mais chances de eleger um deputado estadual. A gente precisa muito ter deputados estaduais e deputados federais. A cidade perde muito se ficar sem ninguém para ajudar a brigar pelo que a gente precisa. Depois, apareceu a oportunidade de ser o primeiro suplente da Cidinha. Como a disputa de senador é majoritária e não atrapalha as campanhas dos deputados, eu aceitei. Sem contar que é uma grande oportunidade de colocar Bauru e região ainda mais no cenário, ter portas abertas em Brasília e em São Paulo. Se a região tiver um suplente de senador, o caminha fica muito mais fácil", lembra.

GOVERNO

A chapa de Cidinha tem o apoio de Skaf e a proposta é trabalhar em conjunto ao Estado. "Venho ajudando a Cidinha a fazer a campanha na região e em várias cidades. Ela é uma mulher muito inteligente e que vai ser uma grande senadora. Bauru só vai ganhar com isso, porque, como primeiro suplente, o acesso ao governo estadual e federal aumenta bastante. Além disso, o mandato de senador é de oito anos. A Cidinha pode, de alguma forma, participar do governo do Skaf e, por algum período, a gente pode assumir como senador. É algo que nunca aconteceu na região, de ter a possibilidade, de fato, para eleger alguém".

A falta de representação de Bauru é uma das preocupações de Mandaliti. "A gente está há 20 anos sem um deputado federal. Nesta eleição, temos muitos candidatos a deputado federal e estadual. A a gente precisa eleger alguém nos dois cargos. A região já perdeu muitos nos últimos anos, temos que entrar de vez no desenvolvimento. E, se o Skaf for eleito, vamos fazer essa parceria e ajudar muito Bauru e os municípios da região", conclui.

Chapa que concorre ao Senado

A candidata a senadora Maria Aparecida Pinto, a Cidinha, tem 61 anos e esteve na cidade no começo da campanha. Professora e presidente do MDB Afro no Estado, ela é a primeira mulher negra a concorrer a senadora por São Paulo, com o número 155. O primeiro suplente é Mandaliti, e a segunda é Maria Rita, todos do MDB, do candidato a governador Paulo Skaf.

Esta é a primeira vez que Bauru tem dois candidatos a suplente de senador, uma vez que o astronauta Marcos Ponte é o segundo suplente de Major Olímpio, com o número 177, sendo Giordano o primeiro suplente, todos do PSL. Neste ano, cada Estado vai eleger dois senadores e cada eleitor terá que votar em dois nomes.

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