| Douglas Reis/JC Imagem |
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| Nascido em Pirajuí e cidadão do mundo: Tito Madi, aqui em show no Sesc Bauru em 2004, também teve músicas gravadas no exterior |
Tito Madi morreu nessa quarta-feira (26), aos 89 anos, no Rio. Ele estava internado havia 12 dias em decorrência de uma pneumonia e problemas renais.
Cantor e compositor nascido em Pirajuí, em 1929, este descendente de libaneses (cujo nome de batismo era Chauki Maddi) começou carreira em 1952 como cantor da Rádio Tupi de São Paulo.
Logo ficou conhecido como autor de músicas românticas em uma carreira que se consolidou na capital fluminense e ganhou reconhecimento internacional.
Influenciador da bossa nova, Madi era, por exemplo, autor de "Cansei de ilusões" e do sucesso "Chove lá fora", um samba-canção também regravado pelo grupo norte-americano The Platters, em 1959, como "It's raining out side". Madi teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em 2008 e, desde então, convivia com a saúde mais fragilizada.
"Meu pai foi o melhor que alguém pode ter. Mesmo com a carreira, muitas viagens, fazia questão de acompanhar tudo da vida dos filhos e dos netos", disse a filha, Carmem Maddi Bulcão. O sepultamento será realizado hoje no Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro.
Lembranças do mestre
| Reprodução/Facebook |
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| Tito Madi e Henrique Perazzi de Aquino: encontros no Rio |
Repórter do JC e pirajuiense, Marcus Liborio entrevistou Tito Madi por telefone às vésperas do centenário da cidade natal de ambos, em 2015. "Passei lá uma infância e uma mocidade muito boa", relembrou o artista. "Foi a época mais feliz da minha vida".
Na ocasião, Tito Madi também ressaltou seus vínculos bauruenses: "Pirajuí é a cidade irmã de Bauru, que também faz parte da minha história, da minha família. Meu pai e minha mãe, quando chegaram do Líbano, se instalaram em Bauru. Ali, meu pai casou-se com minha mãe e tiveram dois filhos bauruenses".
O cantor e compositor detalhou ao JC: "Na crise de 1929, minha família se mudou para Pirajuí, onde eu nasci. Mas teria sido ótimo também ter nascido em Bauru, ótima cidade e de grandes amigos".
De Bauru, onde mora, Henrique Perazzi de Aquino chorou ontem a morte de Tito e a ele dedicou sua eterna gratidão. "Fui me aproximando dele e por umas três vezes me hospedei em sua casa, numa rua dessas cheias de arvores lá no coração de Copacabana".
Jornalista e professor de história, Aquino fez questão de compartilhar, em seu Facebook, sua admiração ao mestre: "Saco uns CDs dele e decreto: hoje essas paredes só irão ouvir Tito Madi. Já Fábio Fleury (pela Unesp FM) e Cristina Camargo (então no jornal Bom Dia de Bauru) falaram com Tito em diferentes momentos. "Disse que a música dele era singular pois criou um estilo de tocar e de cantar", resume Fleury.
Cristina, que também é de Pirajuí e hoje mora em São Paulo, descreveu seu encontro. "Ele me recebeu [no Rio] com delicadeza e feliz por ter alguém interessado em sua história musical. Foi uma tarde suave e bonita. E única".
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Você sabia?
Como cantor, seu estilo serviu de referência para nomes como João Gilberto e Roberto Carlos. Na sequência da carreira, ganhou admiradores do porte de Wilson Simonal e Milton Nascimento.
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| Divulgação |
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