Brócolis, abobrinha, tomate, alface e cenoura. Oferecer esses alimentos para as crianças significa, muitas vezes, receber uma careta de volta.
A solução para que consumam mais vegetais pode não passar por uma receita simples de bolo, mas pesquisadores dos Estados Unidos descobriram que uma técnica fácil traz resultados.
Um estudo da University of Colorado Denver indicou que oferecer vegetais em pratos ilustrados com verduras e legumes é uma boa ideia para aumentar o consumo desses alimentos entre as crianças.
No experimento, pesquisadores ofereceram, na hora do almoço, para metade das crianças um prato com imagens de frutas e legumes ao fundo.
Eles diziam para elas que as imagens indicavam onde os alimentos deveriam ser colocados. A outra metade do grupo recebia pratos lisos.
Depois, fizeram a troca dos pratos entre os grupos e cada criança se servia como queria.
As que comeram em pratos com ilustração ingeriram 28 gramas de vegetais, enquanto as que almoçaram em pratos lisos ingeriram 20 gramas.
A diferença pode parecer pequena, mas, a longo prazo, ajuda a criar bons hábitos e uma relação positiva com a alimentação saudável entre os pequenos.
O estudo, então, mostra que a forma de oferecer os alimentos aos pequenos pode, sim, influenciar no hábito da criança.
EDUCAÇÃO
Para reforçar essa relação com a alimentação, a nutricionista Luna Azevedo, que atua na área materno-infantil e pediatria, sugere que a prática tenha aspectos educativos e também lúdicos.
"A criança vai entender a alimentação como algo agradável, prazeroso e divertido", argumenta ela, que sugere: "Por que não trazer a diversão ao prato, formando desenhos com o próprio vegetal? A criança tem que sentar para comer mas quer brincar. Por que não pode comer e brincar?", questiona a profissional.
EXEMPLO
Luna reforça ainda a importância de estar presente no momento da alimentação, e não dispersa, como assistindo a um desenho na televisão ou no tablet.
Além disso, para reforçar o cardápio dos filhos com vegetais, ela sugere sempre que a família seja o um exemplo.
"Os pais são referências para os filhos. Quando se tem o hábito em casa, isso é naturalizado", argumenta a nutricionista.
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