| Douglas Reis |
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| Ontem, o presidente do sindicato que representa os colégios particulares do Estado, Benjamin Ribeiro da Silva, veio a Bauru |
Nos últimos três anos, o índice de inadimplência nas escolas particulares de Bauru e região vem caindo. A constatação é do presidente do sindicato que representa os colégios particulares do Estado, Benjamin Ribeiro da Silva, que, ontem, veio a Bauru.
Dados do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp), que representa os colégios privados em território paulista, dão conta de que, nos primeiros sete meses de 2016, a média de inadimplência, na região de Bauru, era de 7,85%. No mesmo período de 2017, o percentual caiu para 7,51% e, neste ano, ficou em 6,64%.
Benjamin explica que o percentual de inadimplência na região, que abrange 273 instituições de ensino particular em 90 cidades, ainda é alto, mas passou a apresentar queda depois que as unidades de ensino adotaram critérios mais rigorosos para a admissão dos alunos.
Além disso, o presidente do Sieeesp acredita que aquela cultura de que os colégios têm alguém que os financie é coisa do passado. "Há dez ou 15 anos, o percentual de inadimplência era de 20%. O pessoal achava que não teria problema de atrasar a mensalidade, porque alguém bancava a escola", justifica.
Pela legislação atual, os estabelecimentos de ensino não podem cancelar a prestação do serviço ao aluno por falta de pagamento.
Entretanto, passados 90 dias de atraso, as instituições são liberadas para realizar a inclusão do nome dos devedores no serviço de proteção ao crédito. E mais: os colégios têm o direito de não renovar a matrícula para o ano letivo seguinte.
