| Samantha Ciuffa |
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| Candidato a senador pelo PCO, Nivaldo Orlandi esteve no espaço Café com Política do JC |
O candidato a senador pelo PCO Nivaldo Orlandi esteve em Bauru na última quinta-feira (27) e visitou o Espaço Café com Política do JC. Caso eleito, ele quer usar a tribuna do Parlamento para "denunciar o golpe", referindo-se ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e o impedimento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.
"A legitimação do golpe são as eleições. Deixar aparente que há uma normalidade democrática, para eleger alguém do golpe. É difícil furar esse bloqueio que foi criado. Exemplo: eu não consegui me ver na TV ainda. São apenas três segundos. Ou dá espaço igualitário a todos ou nunca se saberá as propostas de cada um", critica.
Nivaldo declara que o PCO não vai pautar a demagogia eleitoral, mas, sim, as lutas de rua, as ações diretas. "Para denunciar e falar as verdades. Sem Lula como candidato, é uma fraude total. Ou se reverte essas reformas ou não há o que se falar em saúde, educação".
ESTATIZAÇÃO
O candidato defende uma Assembleia Nacional Constituinte (órgão colegiado que tem como função redigir ou reformar a Constituição, sendo para isso dotado de plenos poderes, ao qual devem submeter-se todas as instituições públicas) e também a estatização do sistema financeiro do País.
"Para revogar todo esse pacote, tudo o que foi aprovado no Parlamento de 2016 para cá, após o golpe. Não vamos trabalhar com farsa de resolver os problemas se não mexer nas estruturas. A linha de frente do PCO é uma assembleia nacional constituinte e a estatização do sistema financeiro", finaliza.
Esta é a primeira vez que Nivaldo disputa uma cadeira do Senado. Com reduto em Embu das Artes, na Grande SP, ele foi vereador da cidade pelo extinto MDB, de 1976 a 1982, ano em que foi eleito prefeito até 1988, já pelo PMDB.
