A USC, que já foi Fafil, como um templo sagrado, orava orações de sujeitos e objetos por toda as paredes que tinham ouvidos, mas a fala, a língua, o idioma de um mestre imperava tempos e modos, um sujeito composto!
Ao adentrar a sala, Darvino vociferava seu "Bons Dias!" ou brincava "Bom dia, Boa tarde ou Boa noite conforme a ocasião". Lia em um caderno em que fingia ser suas aulas, que na realidade estavam em seu carisma por todo prisma com o ou a cisma! Gênio!
Com Darvino, aprendi o respeito, que aula é encontro, lia o livro indicado por ele, o da Gramática Essencial do Saconi, e achava um saco, mas na aula ele exaltava o autor, e se transformava no homem - idioma, o melhor super-herói, gostava dele mais do que do Batman! Quando nos encontrávamos, eram piadas e aulas, ensinou-me que o certo era C cedilhado, que era "Pernas, para que VOS quero!" Muito carisma de um seminarista que semeava alegria!
Tinha prazer no aprendizado dos alunos, perguntava-nos quando acertávamos: "Você leu aqui?", a mostrar a testa! Não tinha como não rir, dizem que quando se inicia uma carreira, copiam-se os ídolos, sempre quis ser Darvino! Torcedor do Criciúma, do Noroeste, do São Paulo, chamava o futebol de ludopédio, às vezes, figuraça!
Quando proferi minha primeira Palestra na Casa do Médico, Darvino estava lá e ao final parabenizou- me, era de que eu precisava para ser eu, ter o apoio do Ele!
Darvino, mestre amigo ou amigo mestre, hoje me sinto um sujeito inexistente, não sei se terei nas salas de aula ainda coordenação, estou barroco querendo ser moderno! Muito obrigado, guerreiro, quatro Avcs, as siglas não te derrubaram, Homem-Idioma!
No entanto, uma paroxítona maldita te levou, câncer, o câncer levou nosso Concer, tudo culpa das vogais! Por você, uma oração subordinada adverbial concessiva reduzida de gerúndio: "Morrendo, você sempre viverá! Adeus, Mestre!".