| Samantha Ciuffa |
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| Candidato pelo Novo, Charles McNaughton passou pelo JC |
O advogado tributarista Charles McNaughton (Novo), candidato a deputado federal, esteve em Bauru para ministrar aula em curso de pós-graduação do Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (Ibet) e passou no Espaço Café com Política do JC. As reformas tributária e da Previdência estão entre os pontos enfatizados, pois ele afirma que, apenas com essas mudanças, o País permitirá o desenvolvimento de empresas e criará novos empregos.
Com pós-graduação na área tributária, o advogado entende que o assunto deve ser atacado pelo novo governo. "O sistema tributário brasileiro é difícil, com dois problemas: um é a carga elevada de impostos e o outro é o volume de tributos. O governo e os deputados federais deverão atacar esses problemas, com a simplificação, permitindo que impostos como IPI, ICMS, PIS, Cofins e ISS possam até ser unificados em um Imposto Único sobre Bens e Serviços, com uma alíquota única, facilitando e muito para as empresas e o consumidor, pois incidem diretamente sobre o consumo. Esse é um dos pontos que inibe o crescimento, pois o número de impostos gera uma insegurança jurídica muito grande a quem abre uma empresa atualmente", afirma.
Já a redução a carga tributária depende da redução dos gastos públicos. "Para cobrar menos impostos, o governo precisará cortar despesas e privilégios e ser mais eficiente. Da forma como está, apenas aumenta a dívida pública. Para fazer essa redução, as despesas precisam ser menores. Além disso, a reforma tributária deverá combater a guerra fiscal, pois o volume de impostos acaba fazendo com que cada Estado e município atue de uma forma, e as empresas não sabem o que fazer", lembra.
O candidato é favorável ainda a uma reforma da Previdência. "Da maneira atual, a Previdência é insustentável. Deve ser adotado um modelo de capitalização, para que as pessoas que recolhem possam garantir renda no futuro, pois, hoje, a pessoa paga a aposentadoria de outro e, no futuro, alguém pagará a dela. Com o aumento dos idosos, será algo inviável. Por fim, o governo deve investir em saúde, educação e segurança pública, e o Congresso Nacional votar pautas que a sociedade precisa, sem fazer um balcão de negócios com o governo federal", conclui.
