| Malavolta Jr. e Samantha Ciuffa |
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| Anderson Camargo e Gabriela Ricci conversavam com o suposto vendedor pelo WhatsApp |
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| Coordenador do SIG, Rogério Monteiro está investigando |
O que era para ser um momento inesquecível de lazer virou pesadelo. Já com as malas prontas, a vendedora bauruense Gabriela Santos Ricci, de 24 anos, viajaria para Capitólio, mas o veículo que a levaria até a cidade mineira não apareceu. "Foi uma frustração indescritível", desabafa. Após perder R$ 800,00, a jovem procurou pela Polícia Civil, que também investiga outra ocorrência semelhante em Lins. O alerta é válido principalmente neste momento, quando muita gente se prepara para as férias de final de ano.
Em Bauru, quem apura a ocorrência é o Setor de Investigações Gerais (SIG), coordenado pelo delegado Rogério Monteiro. Segundo ele, a organização adotada para fazer vítimas demonstra que o golpe é orquestrado por uma quadrilha especializada, ou seja, não por apenas um estelionatário.
Tudo começa com a veiculação de pacotes de viagem abaixo do valor de mercado, sempre via Internet. A vítima, então, deposita todo o valor exigido ou parte dele - que varia, de acordo com o contrato firmado - antes de fazer a excursão e, muitas vezes, só descobre que entrou em uma cilada na hora do embarque.
Foi, justamente, o que aconteceu com Gabriela. "Vi o anúncio no Facebook e adicionei a empresa no WhatsApp. Como a conta era comercial e havia, de fato, um endereço fixo na cidade, comecei a conversar com o vendedor, que aparentava ser extremamente profissional", relata.
O suposto agente de viagens ofereceu um pacote de dois dias em Capitólio por R$ 360,00 o casal, com saída da Praça Rui Barbosa, no dia 25 de junho deste ano. "Dividi em três vezes e, para isso, tive de passar os dados do meu cartão de crédito", acrescenta.
Gabriela e o companheiro, Anderson Neves Camargo, estavam empolgados com a viagem. "Avisei todo mundo e comprei roupas e bolsa novas", observa.
Porém, o ônibus não apareceu. Ao consultar a sua fatura, a vendedora constatou gastos com transporte e hotel, no total de R$ 800,00. Imediatamente, bloqueou o cartão, mas teve de arcar com o prejuízo. "Sorte que eu não cheguei a pagar pela viagem em si", frisa.
INVESTIGAÇÕES
Agora, a Polícia Civil trabalha para descobrir o tamanho desta quadrilha e, claro, desmantelá-la. Enquanto o caso não é elucidado, o delegado Rogério Monteiro orienta a desconfiar de toda e qualquer facilidade. "Antes de pagar, verifique a credibilidade do anunciante, se há avaliações ou indicações de alguém conhecido", exemplifica.
Além disso, o coordenador do SIG recomenda que as vítimas registrem este tipo de ocorrência, como Gabriela fez. Para tanto, basta procurar a Central de Polícia Judiciária (CPJ), de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na quadra 23 da avenida Rodrigues Alves; ou o plantão 24 horas da Polícia Civil, na quadra 5 da rua Azarias Leite.
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