Geral

Um domingo de cidadania em família

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 5 min

Samantha Ciuffa
Sandra dos Santos Fabrício: "Já vi gente caindo por causa de santinho e se machucando"

Samantha Ciuffa
Família unida até para votar: Fátima de Melo (à esq.) e as irmãs Giseli e Sandra dos Santos Fabrício fazem da eleição um grande evento em escola do Geisel

Para alguns que vivem bem próximos das zonas eleitorais de Bauru, o dia de votação é visto como um grande evento. Tanto que, além de ser o principal ato de cidadania para definir o futuro do País, a data traz também a oportunidade de reunir os familiares. Caso da doméstica Fátima Venito de Melo, 62 anos.

Ela reside bem em frente à Escola Estadual Professor José Ranieri, no Núcleo Geisel. Como os filhos já não moram mais na casa, porém, ainda votam na unidade, o domingo de pleito, a cada dois anos, é garantia de almoço em família. “Até os conhecidos aparecem. Deixamos um cafezinho pronto para oferecer aos amigos e parentes”, conta.

Fátima destaca que o cardápio traz uma boa lasanha ou o tradicional churrasco. “Meus filhos vêm votar aqui. Colocamos cadeiras na calçada e observamos o movimento, o dia todo. Eu até voto cedinho para aproveitar mais. A gente vê vizinhos que não via há muito tempo. A eleição acaba sendo um grande evento para nós. Um dia de festa”, define.

Sobrinha de Fátima, a técnica em farmácia Sandra dos Santos Fabrício, 30 anos, vive na casa ao lado da tia. Ela lembra que as eleições mudaram bastante. “Antes, era mais animado, o pessoal passava com o carro jogando santinhos, colava cartazes. Hoje, está tudo mais silencioso, mais comedido”, compara.

Ainda assim, o vaivém de eleitores na escola deixa o dia diferente. Além da reunião em família, Sandra reencontra amigos de infância. “Moro aqui desde quando nasci e muitos se mudaram, mas retornam para votar. A gente fica o dia todo na calçada, esperando chegar algum conhecido. Acaba sendo um domingo bem gostoso”, diverte-se.

UNIDOS NO VOTO

Unidos para o almoço e para o exercício de cidadania. A técnica em farmácia conta que a família fica junta até na hora de ir para as urnas. “Não tenho pressa de votar. Espero as minhas primas chegarem, para irmos todas juntas. Às vezes, vou mais de uma vez, só para acompanhar um ou outro familiar que ainda não votou”. 

A aposentada Ivani Aparecida Jacó Prado, 78 anos, mora a poucos metros da Escola Estadual Ernesto Monte, no Altos da Cidade, uma das maiores seções eleitorais da cidade. Ela também vê as eleições como forma de reunir a família. “Entre filhos e netos, vêm uns dez. Eles preferem votar bem cedo, para aproveitar a movimentação”.

Moradores já presenciaram acidentes com santinhos

Eder Azevedo
Nas eleições municiais de 2012, uma mulher de 64 anos morreu após escorregar em um 'mar de santinhos' durante a votação em Bauru

Malavolta Jr.
Fabiana é vizinha da Escola Ayrton Busch, no Parque Jaraguá: "Presenciei várias pessoas escorregando em santinhos, na época em que eu acordava e já tinha um 'mar de papel' nas ruas e calçadas"

Samantha Ciuffa
Família unida até para votar: Fátima de Melo (à esq.) e as irmãs Giseli e Sandra dos Santos Fabrício fazem da eleição um grande evento em escola do Geisel

Para alguns que vivem bem próximos das seções eleitorais de Bauru, o dia de votação é visto como um grande evento. Tanto que, além de ser o principal ato de cidadania para definir o futuro do País, a data traz também a oportunidade de reunir os familiares. Caso da doméstica Fátima Venito de Melo, 62 anos.

Ela reside bem em frente à Escola Estadual Professor José Ranieri, no Núcleo Geisel. Como os filhos já não moram mais na casa, porém, ainda votam na unidade, o domingo de pleito, a cada dois anos, é garantia de almoço em família. "Até os conhecidos aparecem. Deixamos um cafezinho pronto para oferecer aos amigos e parentes", conta.

Fátima destaca que o cardápio traz uma boa lasanha ou o tradicional churrasco. "Meus filhos vêm votar aqui. Colocamos cadeiras na calçada e observamos o movimento, o dia todo. Eu até voto cedinho para aproveitar mais. A gente vê vizinhos que não via há muito tempo. A eleição acaba sendo um grande evento para nós. Um dia de festa", define.

Sobrinha de Fátima, a técnica em farmácia Sandra dos Santos Fabrício, 30 anos, vive na casa ao lado da tia. Ela lembra que as eleições mudaram bastante. "Antes, era mais animado, o pessoal passava com o carro jogando santinhos, colava cartazes. Hoje, está tudo mais silencioso, mais comedido", compara.

Ainda assim, o vaivém de eleitores na escola deixa o dia diferente. Além da reunião em família, Sandra reencontra amigos de infância. "Moro aqui desde quando nasci e muitos se mudaram, mas retornam para votar. A gente fica o dia todo na calçada, esperando chegar algum conhecido. Acaba sendo um domingo bem gostoso", diverte-se.

UNIDOS NO VOTO

Unidos para o almoço e para o exercício de cidadania. A técnica em farmácia conta que a família fica junta até na hora de ir para as urnas. "Não tenho pressa de votar. Espero as minhas primas chegarem, para irmos todas juntas. Às vezes, vou mais de uma vez, só para acompanhar um ou outro familiar que ainda não votou". 

A aposentada Ivani Aparecida Jacó Prado, 78 anos, mora a poucos metros da Escola Estadual Ernesto Monte, no Altos da Cidade, uma das maiores zonas eleitorais da cidade. Ela também vê as eleições como forma de reunir a família. "Entre filhos e netos, vêm uns dez. Eles preferem votar bem cedo, para aproveitar a movimentação".

 

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