Tribuna do Leitor

Marquise da Estação Ferroviária

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso
| Tempo de leitura: 1 min

Faço parte de um grupo chamado Voluntários Amigos e toda quinta-feira e todo domingo nos dirigimos à praça que existe em frente à ex-estação ferroviária para alimentar quem chega com fome.

Não pertencemos a nenhum grupo, seja ele religioso, político ou familiar. Usamos nossos recursos próprios e estamos lá, impreterivelmente, toda semana, com nossos lanches, sucos, bolos e frutas.

Usualmente atendemos na praça, sem nenhuma estrutura, somente com 3 mesas de armar, onde colocamos o que será servido.

Mas quando chove! Ah! quando chove, não temos outra alternativa a não ser servir embaixo da marquise que existe em frente à praça.

Alguma vez alguém já reparou no perigo que aquela marquise representa? Tem um lado prestes a desabar. São seres humanos famintos sob ela, à procura de comida e até de um pouco de calor humano.

Será que já não passou da hora de tomarem providências?

Agora, são 16 horas de um domingo chuvoso, dia 30 de setembro/2018. Daqui a pouco, todos nós, voluntários, nos dirigiremos para aquela marquise, correndo risco e pedindo a Deus que não desabe sobre a cabeça de ninguém.

São seres humanos, esquecidos da sociedade que estarão lá, mas que, como todo ser humano, merecem o devido respeito e proteção.

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