Logo pela manhã do último domingo, fui votar, direito e dever sagrados a serem cumpridos. Porém, para ser sincero, não é para mim um dia que gosto. Para dizer a verdade, não gosto nem um pouco desta data que deveria ser de suma importância para todos nós, brasileiros, principalmente pela imensa maioria que continua vivendo no Brasil por opção e não enxergou nos aeroportos a solução para continuar suas vidas, abandonando o barco.
Mas não posso dizer exatamente e talvez paradoxalmente porque não gosto da data que me faz o domingo um dia um pouco mais chatinho.
Talvez por fazer isso há tanto tempo e ver que nossa realidade muda pouco ou quase nada. Fiz minha opção, é claro, como em todas as eleições, como sempre tentando cercar-me de alguns cuidados para escolher o melhor, egoisticamente em primeiro lugar para mim, depois para o Brasil, como se uma coisa não dependesse da outra.
Penso que o mundo não é mais como antes, um país não é mais uma ilha, nem mesmo a ilha que foi de Fidel Castro.
Mas também não precisamos ser eternamente uma colônia de americanos e europeus. Amo o meu Brasil e fui... votar.