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O candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) é o preferido entre os vereadores de Bauru no segundo turno das eleições. Em consulta feita pelo JC aos parlamentares, ele é o escolhido por quase a metade dos vereadores, sendo a opção de oito dos 17 ocupantes da Câmara. Apenas um declara voto em Fernando Haddad (PT), um diz que pretende anular a escolha por não concordar com nenhum deles e sete ainda estão indecisos ou com definição pouco clara.
No caso de governador, Márcio França (PSB), que assumiu no começo deste ano e busca a reeleição, tem vantagem ainda mais considerável, sendo o candidato de 11 dos 17 vereadores. Outros quatro apoiam João Doria (PSDB) e dois se declaram indecisos. Um dos fatores que pesa a favor de França é a aliança com 15 partidos feita ainda no primeiro turno, vários deles com parlamentares na cidade e que acabaram seguindo a decisão estadual de suas legendas.
Na Câmara, há um vereador do partido do atual governador, o PSB, e outros sete de partidos aliados, como o PPS, PSC, PV e PTB. O MDB, que lançou Paulo Skaf no primeiro turno, vai apoiar França agora, e o PDT ainda não definiu, mas a tendência é que feche com o governador. O partido de João Doria, o PSDB, não possui nenhum vereador, e a legenda de seu vice, Rodrigo Garcia, o DEM, conta com dois parlamentares. Há ainda o PP e o PSD aliados a Doria com membros na Câmara, embora Markinho Souza (PP) declare apoio a França.
NACIONAL
Se, no cenário estadual, os partidos estão mais definidos nos apoios a França ou a Doria, a maioria liberou seus filiados para a escolha do presidente e cada diretório estadual faz a definição se apoiará Jair Bolsonaro, Fernando Haddad ou se manterá neutralidade. Curiosamente, os quatro partidos diretamente envolvidos na disputa não possuem vereadores, no caso o PSL de Bolsonaro e o PRTB de seu vice, General Mourão; e o PT de Fernando Haddad e o PCdoB de sua vice, Manuela D'Ávila.
Entre os 12 partidos com parlamentares na cidade, o PDT definiu nacionalmente apoio a Haddad, mas reiterou que será um 'apoio crítico', não pretendendo participar de um eventual governo do PT. A legenda tem dois vereadores. Já o PSB, que possui um vereador, também fechou apoio nacional ao PT, mas liberou alguns Estados para manter neutralidade, como São Paulo. O PTB, que tem um vereador, definiu apoio a Bolsonaro. Outras siglas ficaram neutras, casos de PPS, DEM, PRB, PP, PV e MDB.
ARGUMENTOS
A maioria dos vereadores que cita voto em Bolsonaro afirma que deseja mudança, ou não quer o retorno do PT. A vereadora Telma Gobbi (SD) alega que a postura está ligada a seu posicionamento já conhecido. "Eu sempre defendi uma política mais liberal na parte econômica", frisa.
"Eu acredito que o Bolsonaro é a melhor opção no momento, pois não gostaria que o PT voltasse a governar, a gente já sabe o que é o PT, busca algo diferente", aponta Fábio Manfrinato (PP).
A defesa de valores também é apontada por Serginho Brum (PSD). "Em toda minha vida, sempre deixei claro meu posicionamento em defesa dos valores e princípios que considero fundamentais. Defesa da vida, da família. Tenho a plena certeza de que um governo ideal é aquele aberto ao diálogo, aquele que não é extremo, nem de esquerda e nem de direita, mas sim que busque o equilíbrio. Mas, no nosso atual cenário politico, não temos opções assim, portanto dentro das minhas reflexões, levando sempre em consideração todo o meu empenho e zelo pela família, pelas crianças, pela ordem, acredito que o momento é de opinar pelo "mal menor". Sendo assim, concluo e espero que o candidato Bolsonaro cumpra o que promete em seu plano de governo, garantindo os valores citados", comenta Brum.
O único a declarar voto em Haddad é Sandro Bussola (PDT), o presidente da Câmara. No primeiro turno, ele apoiou Ciro Gomes, de seu partido. "O meu partido fez um apoio nacional crítico ao Haddad, ou seja, vai apoiar por ser a opção mais democrática. Vou seguir a decisão partidária, até pelo momento que estamos vivendo mesmo", afirma.
GOVERNADOR
Para governador, os vereadores que apoiam Márcio França citam a possibilidade de mudança e o fim de um ciclo do PSDB no Estado, ou entendem que é um candidato com mais preparo por já ter ocupado por mais tempo cargos como o de prefeito. "Eu já apoiei o Márcio França no primeiro turno. Ele me parece ser uma pessoa boa e comprometida com o Estado. Foi bem avaliado como prefeito e, agora, tem a chance de ser o governador por mais quatro anos", cita Telma Gobbi.
O vereador Roger Barude (PPS) considera que, por ser do mesmo partido do deputado federal eleito Rodrigo Agostinho e ter o apoio de vários prefeitos da região, França seria uma opção mais viável. "A gente não elegeu um deputado estadual e o único deputado federal é o Rodrigo Agostinho, do mesmo partido do França. Ele tem o apoio de prefeitos da região, acredito que isso deve ser considerado", lembra. Para a disputa de presidente, Barude afirma que pretende votar nulo. Miltinho Sardin (PTB) diz que ainda não definiu seu voto, mas cita que não será no PT, ficando entre Bolsonaro ou nulo.
Entre os apoiadores de Doria, estão os vereadores do DEM, partido do candidato a vice Rodrigo Garcia, como Chiara. "A gente estava com o Doria já no primeiro turno e vai seguir com ele agora. O vice é do nosso partido e vem do Interior, vamos apoiar", afirma a vereadora.
SEM DEFINIR
Alguns parlamentares destacam que vão esperar a decisão local de seus partidos, casos de Pastor Luiz Barbosa (PRB) e Manoel Losila (PDT), e por este motivo ainda não declaram voto em nenhum candidato a presidente e a governador. Ambos destacam que seguirão as decisões das legendas.
Em quem votam os deputados e o prefeito de Bauru
O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) declarou no primeiro turno apoio ao candidato a governador Márcio França (PSB), e segue com ele agora. "O Márcio França atendeu muita coisa que a gente pediu. Vem dando atenção para as cidades. Estou com ele até por lealdade, e entendo que será o melhor para a região", cita. Já na disputa de presidente, Gazzetta mantém neutralidade.
O deputado federal eleito Rodrigo Agostinho (PSB) também apoia França, que é de seu partido, e não declarou apoio a nenhum dos candidatos a presidente. O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) apoia o candidato a governador João Doria (PSDB), e a presidente Jair Bolsonaro (PSL).
Por fim, o deputado estadual Celso Nascimento (PSC) está com Márcio França (PSB) para governador e declara neutralidade na disputa de presidente, sem apoiar nenhum dos candidatos.
