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Amistosos: 'Superclássico'


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Embora tenha fracassado junto com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia, Tite ostenta ótimo retrospecto à frente da equipe nacional. Em 29 partidas no comando desde quando assumiu o cargo, em junho 2016, o técnico contabilizou 23 vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas. E o único revés sofrido pelo Brasil com o treinador antes do Mundial ocorreu diante da Argentina, tradicional rival que irá reencontrar em amistoso hoje, às 15h (de Brasília), no estádio The King Abdullah Sports City, em Jeddah, na Arábia Saudita.

Em 9 de junho do ano passado, em Melbourne, na Austrália, os argentinos venceram os brasileiros por 1 a 0 e impuseram a primeira derrota de Tite após uma incrível sequência de nove triunfos em nove partidas no início da jornada do comandante na Seleção. Naquela ocasião, o amistoso serviu como preparação para os próximos desafios nas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa de 2018 e marcou a estreia de Jorge Sampaoli como treinador da Argentina.

E naquele duelo o time entrou em campo com o poderoso quarteto ofensivo formado por Messi, Dybala, Di María e Higuaín, mas quem acabou fazendo o gol do triunfo foi o lateral Mercado. Grande craque da equipe argentina, Messi não estará presente neste reencontro dos dois velhos rivais, pois, após cair junto com a equipe nacional nas oitavas de final da última Copa, o astro do Barcelona resolveu se afastar por um tempo da seleção e pediu para não ser convocado até o final do ano.

Curiosamente, Neymar também não atuou no amistoso contra os argentinos em 2017. Ontem, Neymar lamentou a ausência de seu ex-companheiro de Barcelona no amistoso. "Para quem é amante de futebol, ter Messi fora de um jogo como esse é ruim. Mas, para nós, é bom. Sempre ressaltamos a qualidade da Argentina, dos jogadores que existem na seleção argentina hoje. É um jogo muito difícil, temos que fazer nosso papel, nosso trabalho, e é sempre gostoso de jogar. Favoritismo não existe", analisou o atacante.

MISTÉRIO

Tite, por sua vez, mostrou que está levando muito a sério a meta de "se vingar" da derrota sofrida no ano passado. Embora o confronto não seja por uma competição oficial, ele deixou claro, logo após a vitória por 2 a 0 sobre a Arábia Saudita, na última sexta-feira, que "contra a Argentina não existe amistoso". Tanto é que o comandante fechou os dois treinos táticos e se recusou a confirmar a escalação. "Não quero, se não tenho os atletas definidos, dar ao adversário a oportunidade de conhecer a escalação, até neste momento em que não temos esquema definido", despistou Tite, que também lamentou a ausência de Messi como adversário neste novo amistoso.

O treinador deverá promover até seis mudanças na equipe titular em relação à formação que atuou contra a Arábia Saudita. O goleiro Ederson sairá para a volta do titular Alisson, assim como o lateral-direito Danilo e o zagueiro Miranda retomarão os respectivos lugares que foram ocupados por Fabinho e Pablo contra os árabes. Outras duas mudanças prováveis são as entradas de Filipe Luís na ala esquerda e de Roberto Firmino no ataque, o que deverá provocar as idas de Alex Sandro e Gabriel Jesus para o banco. Outro que deve aparecer como novidade é o volante Arthur, entrando no lugar de Fred.

Pela Argentina, que também não contará com nomes de peso como Agüero, Higuaín e Di María para o setor ofensivo, o técnico interino Lionel Scaloni escalará um time cheio de nomes da nova geração do futebol do país. Ele só colocou em dúvida se entrará com Correa ou Martínez no ataque em um trio ofensivo com Icardi e Dybala.

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