A agência de notícias FolhaPress afirma que o WhatsApp enviou notificação extrajudicial para quatro agências de marketing digital, incluindo uma de Bauru, determinando que parem de fazer envio de mensagens em massa e de utilizar números de celulares obtidos pela Internet - que as empresas usavam para aumentar o alcance dos grupos na rede social. O WhatsApp, ainda segundo a reportagem, também baniu as contas associadas a essas agências.
A empresa bauruense SMS Market, que nega as acusações, integraria a lista juntamente com as agências Quickmobile, Yacows e Croc Services.
Conforme o JC noticiou, reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (18) mostrou que empresas bancaram uma campanha de mensagens anti-PT com pacotes de disparos em massa.
A prática é ilegal, pois se trata de doação de campanha por empresas, vedada pela legislação eleitoral, e não declarada.
O comportamento fere também as regras do WhatsApp. O envio de mensagens em massa com conteúdo eleitoral não é ilegal, desde que use a base de usuários dos próprios candidatos, ou seja, listas com nomes e telefones celulares de apoiadores que voluntariamente os cederam.
No entanto, segundo a reportagem, várias agências venderam bases de usuários de terceiros, segmentadas por região e perfil, de origem desconhecida - o que é ilegal. "Estamos tomando medidas legais para impedir que empresas façam envio maciço de mensagens no WhatsApp e já banimos as contas associadas a estas empresas", informou, em nota enviada à Folha, o WhatsApp.
A empresa também disse que usa tecnologia de ponta para detectar contas com comportamento anormal para que elas não possam ser usadas para espalhar mensagens de spam.
OUTRO LADO
A empresa bauruense SMS Market se pronunciou, por meio das redes sociais. "Conforme nossos termos e condições de uso, não é permitido nenhum tipo de divulgação do setor privado para promoção ou incentivo de votação para qualquer candidato. Nossa empresa, monitora e fiscaliza todo tipo de conteúdo trafegado, combatendo qualquer divulgação que seja ilegal. Portanto, todas a informações que relacionam o nome da SMS Market não passam de mentiras infundadas e manipuladas através de um veículo de comunicação que só tenta manipular o direito democrático do cidadão brasileiro", disse a empresa, classificando a matéria da Folha de S. Paulo como uma "nota caluniosa".