Tribuna do Leitor

Dever democrático

Humberto Schuwartz Soares
| Tempo de leitura: 1 min

Devido à minha idade, é opcional votar, mas faço questão de exercer o meu dever democrático. Apesar dos pesares, ainda não perdi a esperança de um Brasil dos nossos sonhos: próspero, feliz, com honestos detentores do poder priorizando o País ao invés dos seus espúrios proveitos pessoais e ou partidários.

A classe política, com raríssimas exceções, não é confiável. Antes de deter o poder, critica o que está no topo e apregoa honestidade, mas quando chega lá costuma fazer pior do que o seu antecessor. A situação é grave. Quem assumir o poder encontrará terra arrasada e, em sua gestão, pouco poderá melhorar devido à endêmica corrupção, o Congresso contra os interesses nacionais e a onerosa máquina pública que inviabiliza investimentos.

Reparar o estrago requer urgentes providências impopulares e tempo para colher os frutos. Nenhum dos dois (Haddad e Bolsonaro) é o candidato ideal, mas por exclusão o PT extrapolou em malfeitos e merece expurgação definitiva da vida pública, enquanto o Capitão é uma incógnita ficha limpa, candidato à chance de ser testado na Presidência. Errar é humano, mas persistir mais uma vez no erro é burrice, daí Bolsonaro ser a opção.

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