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Confiança do consumidor cresce


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A Fundação Getúlio Vargas apura o índice de confiança do consumidor e os dados mais recentes apontam para um crescimento. O nível atual está em 86,1 pontos, crescendo 6,1 pontos em relação ao último dado. Isso demonstra que o consumidor está mais otimista quanto ao futuro da economia brasileira. Este é o lado cheio do copo. O lado vazio é que o nível de 86,1 pontos é muito baixo se considerarmos que a escala máximo é de 200 pontos. Há um longo caminho a ser percorrido.

Inflação acelerou

O IPCA-15 que é apurado entre os dias 16 de mês do anterior e o dia 15 do mês corrente ficou em 0,58% em seu dado mais recente. Como no mês anterior o avanço médio dos preços ficou em 0,09%, podemos afirmar que a inflação acelerou neste período. Neste ano o índice acumula 3,83% e em doze meses 4,53% ficando um pouco acima da meta que é de 4,5%.

Os vilões

Alimentação e transporte foram os grupos que puxaram o índice para cima. Para se ter uma ideia estes dois grupos representaram mais de 70% dos 0,58% verificados. Tomate, frutas e combustíveis foram os que apresentaram maior alta.

Inflação e juros

Havia especulação que os juros poderiam subir na próxima reunião do Copom (que será realizada na próxima semana) em função da elevação na cotação do dólar, contudo, como o preço da moeda norte-americana cedeu, tudo indica que a taxa básica de juros será mantida nos atuais 6,5% ao ano (mesmo considerando o repique apurado pelo IPCA-15).

Desafios na economia

Sem dúvida alguma os desafios para a economia brasileira não são poucos. Se faz necessário estruturar um modelo econômico que sustente o crescimento em longo prazo. Este modelo tem que ser capaz de levar a economia a crescer, mantendo a inflação controlada, gerando empregos e distribuindo a renda de maneira justa. Tudo isso começa pelo resgate na confiança, que virá com ações na direção correta. Por exemplo, equilibrar as contas públicas. É preciso gerar excedentes para que os investimentos voltem. Operar com déficit gastando a maior parte dos recursos arrecadados em custeio não permitirá sairmos do marasmo atual.

Reformas

Para gastar menos o Estado precisará economizar. Precisa atacar várias frentes para que isso efetivamente ocorra. As reformas bem conduzidas podem ajudar a atingir estes objetivos. Estamos falando da reforma administrativa, tributária e previdenciária. Todas devem ser trabalhadas no sentido de tornar o Estado mais leve e que este não seja ralo que consome boa parte dos recursos públicos.

Gargalos a ser eliminados

A infraestrutura do Brasil é precária representando importante gargalo. Um dos gargalos é a forte dependência do transporte terrestre via rodovia e, sem investimento na malha ferroviária não teremos redução de custos e sempre estaremos fragilizados no abastecimento do mercado. Não possuímos política de armazenamento de produtos estratégicos. A questão energética é outro fator limitador do crescimento. O Brasil opera com geradores de energia caros e se voltarmos a crescer acima de 4 a 5% ao ano, não teremos energia suficiente para sustentar este crescimento. Também precisamos investir em portos, aeroportos, estradas, enfim, em tudo que seja básico para garantir normalidade na geração mais vigorosa de riqueza. É preciso buscar na iniciativa privada parcerias para que as coisas efetivamente andem. Um limitador é a insegurança jurídica, outro gargalo.

Não há salvador da pátria

Hoje é o dia da escolha de quem irá comandar o Brasil nos próximos 4 anos. Lembre-se que os desafios são enormes e não há salvador da pátria. Precisamos escolher aquele que seja capaz de trilhar um caminho seguro, sem aventuras, que efetivamente ataque às causas dos desequilíbrios econômicos e promova o bem-estar da população. Com os pés no chão poderemos colocar o Brasil novamente nos trilhos do desenvolvimento econômico. Exercite sua cidadania, destinando seu voto com consciência.

Mude já, mude para melhor!

Mudanças, para melhor sempre são bem-vindas. Tenha coragem de promover rupturas com práticas que não promovem o seu bem-estar e sua felicidade. Se a única certeza que temos é que as coisas mudarão, então que estejamos abertos ao novo. Mude já, mude para melhor! Acesse o canal Planeta Economia no Youtube.

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