| Fotomontagem/Ricardo Moraes/Paulo Whitaker |
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| Jair Bolsonaro, 63 anos, e Fernando Haddad, 55 anos: representantes do PSL e PT acompanharão a apuração em Brasília |
De acordo com o TSE, o número de eleitores cresceu 3,14% - nas eleições de 2014 eram 142.822.046 e nessa eleição 147.302.354. São estes que vão decidir hoje, em segundo turno, quem será o próximo presidente do Brasil que tomará posse em 1 de janeiro.
E a decisão está em boa parte nas mãos do eleitorado mais jovem. Se bem que segundo os dados do TSE - Tribunal Superior Eleitoral, o número de jovens eleitores, porém, caiu 14,53%. E em 2014, eram 1.638.751 e neste ano serão 1.400.617.
Ainda segundo dados do TSE, os jovens de 16 e 17 anos representam praticamente 1% do eleitorado brasileiro. Pode parecer um número mínimo, mas ocorre que em eleições polarizadas, quando os dois candidatos estão muito próximos um do outro nas pesquisas de intenção de voto, esse percentual pode fazer a diferença. E mais um dado relevante: é um grupo que não é obrigado a comparecer as urnas. Isso porque a participação nas eleições é facultativa apenas para analfabetos, pessoas com idade entre 16 e 18 anos ou com mais de 70 anos. Para todos os demais brasileiros, o voto é obrigatório.
O último dia de campanha do candidato do PT, Fernando Haddad, foi marcado por uma caminhada pelas ruas estreitas de Heliópolis, a maior favela da capital paulista, na Zona sul da cidade, pela manhã. Logo que chegou, conversou com jornalistas, em uma coletiva de imprensa bastante tumultuada. Todos queriam ouvi-lo sobre o apoio do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.
Pouco antes, Barbosa, que foi considerado algoz do PT no processo do mensalão, escreveu em seu twitter que pela primeira vez em 32 anos um candidato lhe inspirava medo e declarou o voto em Haddad. Haddad agradeceu. O apoio que esperava de Ciro Gomes, do PDT, terceiro colocado no primeiro turno, não veio. "Se não posso ajudar, prefiro não atrapalhar", disse Gomes.
Já o candidato à presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, permaneceu em casa nesta véspera das eleições.
Pela manhã, ele tomou café com o pastor Silas Malafaia. O líder religioso fez uma oração pelo candidato e negou que exista clima de festa na casa de Bolsonaro. De fato, o candidato que foi o prefeito do primeiro turno, com 56% dos votos válidos, tentou em todos os pronunciamentos em que fez entre sexta-feira e ontem, conter a euforia dos seus correligionários.
Houve uma movimentação mais intensa também em seu condomínio. Isso porque a segurança em torno do condomínio foi reforçada com policiais militares e seguranças particulares.
VIGILÂNCIA NA APURAÇÃO
O coordenador da campanha do presidenciável Jair Bolsonaro, Onix Lorenzoni conseguiu que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, um pedido para que técnicos escolhidos pelas duas coligações possam acompanhar a apuração das eleições de dentro da sala cofre.
A sala cofre do TSE guarda uma cópia física dos programas informatizados utilizados nas urnas eletrônicas.
A assessoria do TSE informou que, assim como ocorreu no primeiro turno, representantes das duas coligações foram convidados para acompanhar a apuração de uma antessala preparada no Tribunal.
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