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Depois de 16 anos, SP definirá novo governador no 2º turno


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O Estado de São Paulo volta a ter uma disputa de segundo turno para governador após 16 anos. A última vez foi em 2002, quando Geraldo Alckmin (PSDB) venceu José Genoíno (PT). Nas eleições seguintes, José Serra, em 2006, e Alckmin, em 2010 e 2014, venceram ainda no primeiro turno. Neste ano, a disputa foi para o segundo turno com João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), que fizeram debates com muitas provocações e ataques ao longo da campanha.

O candidato Doria foi o primeiro colocado no primeiro turno, com 6,4 milhões de voto, 31,7% dos votos válidos. Márcio França foi o segundo colocado, com 4,3 milhões de votos, 21,5% dos votos válidos. Ele superou Paulo Skaf (MDB) por cerca de 100 mil votos. No segundo turno, Skaf declarou apoio a França. Nas pesquisas, o apontamento nos últimos dias é de vantagem para França na capital, Grande São Paulo e litoral, e Doria no interior.

Ao longo do segundo turno, João Doria buscou colar a imagem de França ao PT, apesar do PSB estadual ter ficado neutro na corrida presidencial - em nível nacional, o PSB apoia Fernando Haddad (PT). Por sua vez, Márcio França usou ao longo de toda a campanha o fato de seu adversário ter abandonado a Prefeitura de São Paulo após um ano e meio de governo para ser candidato nesta eleição. Ele ainda procurou destacar que não está ao lado nem de Haddad e nem de Jair Bolsonaro (PSL) para presidente. Nos debates realizados no segundo turno, a troca de acusações e provocações marcaram a disputa, e apenas nos últimos encontros os candidatos falaram mais sobre propostas, apesar do tom de críticas ainda ter continuado.

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