| Fotos: IJF/Divulgação |
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| Renan Torres aplica golpe em oponente no caminho para o bronze nas Bahamas |
O judô do Sesi de Bauru segue colhendo bons resultados em competições internacionais. Desta vez, os atletas Michael Marcelino e Renan Ferreira Torres conquistaram o vice-campeonato e o terceiro lugar, respectivamente, no Mundial Júnior, realizado nas Bahamas, entre os dias 17 e 21 de outubro deste ano.
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| Michael Marcelino derruba adversário para conquistar sua segunda medalha em Campeonatos Mundiais |
Os dois atletas têm atualmente 19 anos de idade e já haviam disputado o Mundial Juvenil, em 2015, quando Michael também foi medalha de prata e Renan ficou em quinto lugar. Agora, ambos voltaram para Bauru com medalhas. Natural de São José dos Campos, Michael chegou a Bauru há três anos. Para alcançar a final, ele derrotou adversários da Áustria, Geórgia, Itália, Espanha e Cazaquistão.
Na decisão, perdeu para o italiano Manoel Lombardo, na categoria meio leve (até 66 kg). "A gente sabia que era uma chave difícil desde o começo, e fui conseguindo avançar bem até a final. Todas as lutas eram com adversários de países que já tem uma força no judô e isso mostra que conseguimos ir bem", lembra.
Natural de São José do Rio Preto, Renan Torres foi atleta do Palmeiras e veio para Bauru há três anos. No Mundial, venceu lutas contra atletas da Mongólia, Geórgia, Turquia, e na semifinal perdeu para um competidor do Japão, na categoria ligeiro (até 60 kg). "A chave em que eu disputei foi muito dura, com competidores de alto nível, como se espera em um Mundial", frisa.
O técnico Marinho Esteves, do Sesi de Bauru, lembra que as duas únicas medalhas do Brasil no masculino foram dos dois atletas. "A Seleção Brasileira foi com dez atletas, e as duas medalhas do masculino foram de atletas do Sesi. Os dois estão se preparando bastante, procurando manter uma boa posição no ranking para disputar a seletiva olímpica, já visando as Olimpíadas de Tóquio em 2020, onde podem ir mesmo sem lutar mas ganhando bagagem", detalha.
O treinador destaca ainda que o nível das competições aumentou. "Os adversários da América do Sul estão em um nível melhor do que em anos anteriores, o judô cresceu bastante. O Brasil continua sendo a principal referência no continente, mas sempre há bons adversários na Colômbia, Argentina, Peru. E tem os competidores de Cuba e Estados Unidos, com mais tradição. Isso é importante, pois lutamos sempre contra eles, e quando os atletas chegam ao Mundial, estão mais preparados", conclui.

