Política

Petistas criticam Moro e alegam imparcialidade em julgamento de Lula

FolhaPress
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São Paulo - Petistas usaram as redes sociais para criticar a decisão do juiz federal Sergio Moro de aceitar o convite para assumir o Ministério da Justiça e da Segurança Pública na gestão de Jair Bolsonaro (PSL). Lideranças da sigla afirmam que o magistrado atuou de forma parcial e pedem a libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A presidente do PT, senadora e deputada eleita Gleisi Hoffmann (PR), fez  declaração em três idiomas em sua página no Twitter.

"Moro será ministro de Bolsonaro depois de ser decisivo pra sua eleição, ao impedir Lula de concorrer. Denunciamos sua politização quando grampeou a presidenta da República e vazou para a imprensa; quando vazou a delação de Palocci antes das eleições. Ajudou a eleger, vai ajudar a governar", afirmou.

Nas versões em inglês e espanhol, Gleisi inicia a mensagem chamando a decisão de "fraude do século".

O ex-ministro da Justiça no governo Dilma Rousseff (PT) José Eduardo Cardozo disse que está "estupefato, absolutamente espantado" com a ida do magistrado para um governo com o qual ele colaborou indiretamente, com suas decisões.

"Eu nunca vi nada parecido na história da magistratura. Curiosamente, aquele juiz que se dizia imparcial e isento aceita cargo num governo que ele ajudou indiretamente a eleger com suas decisões", afirmou Cardozo.

Ministro das Relações exteriores no governo Lula e atuante na campanha internacional pela libertação do ex-presidente, Celso Amorim classificou a decisão como espantosa.

"Apenas confirma todas as suspeitas de que o juiz Sérgio Moro tenha partido e outros objetivos". Segundo Amorim, seu comportamento é duvidoso: "É como o juiz do Flamengo e Vasco virar presidente de um dos clubes", diz Amorim.

Líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS) citou a Operação Mãos Limpas na Itália, na qual Moro diz ter se inspirado nas ações da Lava Jato.

“A operação Mãos Limpas na Itália levou Berlusconi a governar a Itália. A #LavaJato levou Bolsonaro a ser eleito presidente. Mas os juízes e procuradores italianos tiveram pudor e não foram para o ministério de Berlusconi”, afirmou.

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