| Fotos: Douglas Reis |
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| Dia de Finados no Cemitério Jardim do Ypê, em Bauru |
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| O Dia de Finados foi marcado por homenagens aos que já se foram |
Acordar bem cedo para fugir do sol forte ou visitar túmulos de pessoas comuns, mas santificadas pela sabedoria popular. Cada família tem um ritual próprio para homenagear aqueles que já se foram no Dia de Finados e a tradição costuma ser conservada ano após ano.
Nesta sexta-feira (2) pela manhã, o tempo ameno e nublado fez com que os visitantes lotassem os cemitérios públicos e particulares, em Bauru, mas cada qual seguindo seus costumes.
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| Ivone Dias Domingues e a neta, Nathália Beatriz Domingues, costumam acordar bem cedo nesta data |
Logo cedo, um "mar de carros" já estava estacionado a até 800 metros do Cemitério Jardim do Ypê. A pensionista Ivone Dias Domingues, 77 anos, já estava por lá, acompanhada da neta, a estagiária Nathália Beatriz Domingues, de 22.
"Acordo cedo, tomo café, participo da missa e visito a necrópole desde que o meu marido faleceu, há quatro anos", revela a idosa.
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| Maria Batista de Lima costuma passar o dia com a família depois de visitar o túmulo da sua filha, no Cemitério Jardim do Ypê |
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| Ivone Costa e João Vicente não faltam ao Cemitério Jardim do Ypê um só Dia de Finados |
Ainda no Jardim do Ypê, a aposentada Maria Batista de Lima, de 88 anos, superou a dificuldade de locomoção para visitar o túmulo da filha, que morreu há 15 anos.
"Faltando dois dias para a data, eu começo a reunir a minha família para vir ao cemitério", narra.
A aposentada Ivone Costa, de 90 anos, também foi ao Jardim do Ypê bem cedo, ao lado do filho, o funcionário público João Vicente, 62 anos.
"Não tenho hora para vir, mas não falto um ano sequer, pelo menos, nas últimas duas décadas", observa.
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| Gevailton Damasceno, Anizilda da Silva Damasceno e Maria Luiza de Souza Damasceno sempre regam as flores do túmulo da família, no Cemitério Jardim dos Lírios |
No Jardim dos Lírios, a estudante Bruna da Silva Costa, de 23 anos, informa que se encontra com a família antes e depois da visitação.
"Nós ficamos juntos no decorrer do dia, porque é importante valorizarmos quem ainda está entre nós", justifica.
Já a aposentava Anizilda da Silva Damasceno, de 64 anos, levou o filho, o administrador financeiro Gevailton Damasceno, de 39, e a neta, a estudante Maria Luiza de Souza Damasceno, de 11, ao Jardim dos Lírios.
Segundo ela, a família já começou a se preparar para o Dia de Finados no dia anterior.
"Limpamos os túmulos no Cemitério do Jardim Redentor, onde também temos parentes e, no dia seguinte, fomos à missa", descreve.
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| Maristela Cruz Branco e Maria Luiza Cruz Branco não deixam de passar pelo túmulo de Mara Lúcia, no Cemitério da Saudade |
'MILAGREIRA'
No Cemitério da Saudade, estava a aposentada Maristela Cruz Branco, de 62 anos, acompanhada da filha, a estudante Maria Luiza Cruz Branco, de 18. Há anos, as duas levam doces ao túmulo de Mara Lúcia Vieira, cujo corpo foi encontrado em uma residência abandonada da quadra 8 da rua Professor José Ranieri. O caso causou comoção e, até hoje, não foi elucidado.
"Como não temos parentes sepultados em Bauru, visitamos a Mara Lúcia", explica a aposentada. Inclusive, muitas pessoas, assim como Maristela e Maria Luiza, acreditam que a intercessão da menina, que morreu aos 9 anos, ajude na recuperação da saúde das crianças.





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