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Depois de dois domingos em que alguns relógios eletrônicos adiantaram seus marcadores em uma hora equivocadamente, hoje é para valer: o horário de verão começa, oficialmente, neste domingo. Nós temos, então, de preparar o corpo para se ajustar à mudança. A dificuldade de adaptação do sono é uma das grandes reclamações daqueles que não gostam do horário de verão.
"Temos um ciclo biológico de 24 horas. O que acontece no horário de verão é que temos que ajustar o nosso corpo ao novo horário. O problema é que a maioria de nós já vive uma privação de sono, dormindo menos que a nossa necessidade. Por isso que para alguns esta adaptação é mais difícil", explica Andrea Bacelar, neurologista e presidente da Associação Brasileira do Sono.
Com o adiantamento de uma hora no relógio, os raios solares ficam até mais tarde incidindo sobre as cidades. Essa exposição prolongada à luz do sol afeta levemente o sistema hormonal do corpo.
"À noite, quando vamos iniciar o sono, temos a produção de um hormônio chamado melatonina, que é produzido no escuro. A claridade diminui a liberação deste hormônio, o que pode dificultar o sono. Com o horário de verão, algumas pessoas podem apresentar um certo tipo de retardo na liberação de melatonina", afirma Flávia Lúcia Conceição, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
O corpo humano leva de uma semana a dez dias para se adaptar ao novo horário. A mudança inicial costuma ser mais difícil, mas o retorno do relógio para a hora natural, o que ocorrerá em 16 de fevereiro de 2019, é mais tranquila.
"Essa demora para se acostumar é normal, ninguém precisa ficar preocupado. Quando terminar o horário de verão a readaptação ocorre de uma maneira mais fácil", tranquiliza Andrea.
