Tribuna do Leitor

Gol de placa, antes do início

Márcio M. Carvalho
| Tempo de leitura: 3 min

Muito representativa foi a semana após as eleições com a vitória de Bolsonaro. Falo com grande isenção, pois não votei em nele no primeiro turno e acabei optando por ele no segundo turno, como um mal menor.

Mesmo escandalizado com o elogio ao cel. torturador Brilhante Ustra, já que o programa do PT nas eleições indicava plebiscito como da Venezuela e controle social da mídia. Daí melhor um provável simpatizante do fascismo improvável do que uma proposta objetiva pela implantação de um regime anárquico socialista, incluindo censura à imprensa, corrupção e incompetência, comprovados pela experiência Dilma e Lula.

No entanto, as reações da oposição, com PT e da esquerda em geral iniciando a oposição antes mesmo de qualquer medida do candidato eleito, demonstrou que fará uma oposição por oposição, marcando manifestações imediatas (para meia dúzia de gatos pingados), como Boulos e seus black blocks amestrados, ou o protesto da indiciada até o pescoço Gleise Hoffman.

Tem ainda o oportunista em extremo Ciro Gomes, contra todos e pensando somente naquilo, ou seja, em viabilizar seu nome para outra futura candidatura, seja à direita, no centro ou na esquerda, conforme a conveniência e a fase lunar do pouco confiável candidato.

Ocorre, no entanto, que as primeiras medidas e nomes propostos por Bolsonaro na área econômica agradaram o mercado nacional, com a queda do dólar e a alta na bolsa e o apoio do mercado externo.

O convite já aceito pelo juiz Sérgio Moro para liderar um superministério, coordenando todas as forças contra corrupção e o crime organizado, foram um gol de placa e atendem não só ao público de Bolsonaro, como antipetistas em geral, até alguns de centro que votaram no PT. Importante é observar a irreversibilidade da nomeação, já que é quase impossível demiti-lo depois, sem acabar com toda a credibilidade do novo governo, e Bolsonaro sabe disto.

Os petistas, como sempre, reclamaram e demonstraram uma certa "culpa no cartório", aparentemente já preocupados com a possibilidade da agilidade no combate à corrupção. Além disso, esta reclamação é incoerente, pois se eles sempre reclamaram de parcialidade por parte de Moro e agora quem vai julgar Lula nos demais processos não será ele. Então, os petistas deveriam estar comemorando a saída de Moro e não criticando.

Outras medidas muito boas são: a deportação do assassino italiano Cesare Battisti, promessa de campanha de Bolsonaro, e a escolha do astronauta bauruense para Ciência e Tecnologia. E ainda na política externa tem o alinhamento com as democracias do continente e da Europa e não com "cumpanheiros" ditadores de repúblicas das bananas ou africanos tão sanguinários como corruptos.

Além disso, a tolerância zero com invasores de propriedade como MST e MTST. E garantia de uma escola sem doutrinação petista e sem cartilha para sexo, diversidade para crianças ou liberação do aborto.

Por enquanto, Bolsonaro começa com crédito, pela escolha e pela rapidez de ação e coerência de propósito no cumprimento do prometido na campanha. É apenas o começo, mas que é muito promissor. Gol de placa antes de iniciar o jogo. É só continuar assim sem indicações políticas, sem toma lá dá cá, e com respeito à democracia, como todos nós brasileiros sempre desejamos.

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