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Após liminar, Hospital de Barra Bonita recebe soro antiescorpiônico

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação
Hospital São José recebeu 12 ampolas de soro para atender Barra Bonita e Igaraçu do Tietê

Barra Bonita - Atendendo a liminar concedida pela Justiça Federal a pedido do Ministério Público Federal (MPF) de Jaú, a Secretaria de Estado da Saúde disponibilizou 12 ampolas de soro antiescorpiônico para o Hospital e Maternidade São José de Barra Bonita, que atende moradores da cidade e de Igaraçu do Tietê.

No dia 14 de abril, Bryan Gabriel Alves, de seis anos, morreu após ser picado no pé por um escorpião no quintal de sua casa, em Barra Bonita. Para a Procuradoria da República, a ausência de doses do soro no Hospital São José pode ter contribuído para a morte dele.

Cerca de 40 minutos após dar entrada na unidade, Bryan foi encaminhado à Santa Casa de Jaú, onde chegou a tomar o soro antiescorpiônico, mas não resistiu e morreu três horas depois. Os dois municípios ficam a apenas 20 quilômetros de distância.

Em setembro, o MPF ajuizou ação civil com pedido de liminar para obrigar União e Estado de São Paulo a disponibilizarem pelo menos seis doses de soro antiescorpiônico para cada um dos 11 municípios da região de Jaú visando garantir atendimento emergencial em episódios graves de picadas de escorpião.

No dia 18 de outubro, a Justiça Federal concedeu a liminar e deu prazo de 20 dias para que as doses do soro fossem direcionadas para unidades de saúde de Bariri, Barra Bonita, Bocaina, Boraceia, Brotas, Dois Córregos, Igaraçu do Tietê, Itaju, Itapuí, Mineiros do Tietê e Torrinha, sob pena de multa.

Em nota enviada pela Secretaria de Estado da Saúde, o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Bauru reforçou que a aquisição e distribuição de soro antiescorpiônico é uma responsabilidade do Ministério da Saúde. "O Estado apenas redistribui para os municípios", diz.

"Em cumprimento à decisão da Justiça, foram enviadas 12 ampolas ao ponto estratégico de referência para as cidades de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê". A pasta não respondeu se as doses também foram encaminhadas para as demais cidades da região de Jaú.

MODERADOS E GRAVES

A Prefeitura de Barra Bonita ressalta que o soro antiescorpiônico não é uma vacina, ou seja, não é utilizado como prevenção, mas exclusivamente no tratamento, combatendo os efeitos do veneno em casos classificados clinicamente como moderados ou graves.

"Casos leves, que não necessitam da aplicação do antiveneno, correspondem a 87% do total de casos. Portanto, os critérios para aplicação devem obedecer à determinação médica", ressalta em nota.

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