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Roberto Campos Neto presidirá Banco Central

Estadão Conteúdo
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Brasília - O economista Roberto Campos Neto, do Santander, será o presidente do Banco Central do governo de Jair Bolsonaro (PSL). O atual secretário do Tesouro, Mansueto de Almeida, continuará no cargo.

As duas informações foram confirmadas por integrantes da equipe de transição de Bolsonaro. Ambos já aceitaram o convite feito pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. Campos é executivo do banco Santander e próximo ao futuro chefe da Economia, Paulo Guedes. O nome dele já estava cotado para o cargo, mas foi confirmado ontem.

A opção por Campos Neto foi feita depois que o atual presidente do BC, Ilan Goldfajn, confirmou que deixará a instituição até o final do ano. Ele era a principal aposta da equipe econômica de Bolsonaro. Uma pessoa da campanha disse no começo do mês que Ilan e Paulo Guedes conversaram após a eleição, mas o assunto se limitou ao projeto de independência do BC, que ambos querem aprovar no Congresso.

O argumento a favor da permanência de Ilan era que o governo Bolsonaro pretendia avançar na institucionalização da independência do BC, com mandatos fixos para presidente e diretores, o que permitiria que ficasse no posto até 2020.

Em relação a Mansueto, havia a dúvida se ele toparia continuar como secretário do Tesouro. O nome dele também era cotado para assumir uma nova secretaria da Fazenda, que pode ser criada na estrutura do ministério que Guedes chefiará.

Com a confirmação, a área econômica do governo Bolsonaro passa a contar com Paulo Guedes como superministro, Joaquim Levy no comando do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Tereza Cristina como ministra da Agricultura, Mansueto de Almeida como secretário do Tesouro e Roberto Campos Neto como presidente do Banco Central.

O atual titular do Tesouro, Mansueto Almeida, aceitou o convite para ficar no governo e, com isso, pilotará o ajuste fiscal sob Bolsonaro.

Um dos formuladores do teto de crescimento dos gastos públicos, Mansueto terá como missão acelerar o plano de zerar o déficit nas contas do governo. A expectativa é que o rombo fiscal neste ano seja ao redor de R 120 bilhões. Pelo desenho atual do governo, o déficit não seria zerado antes de 2022. Durante a campanha, porém, o futuro ministro Paulo Guedes se comprometeu recolocar as contas no azul em um ano.

 

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