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Com a saída de Cuba do Programa Mais Médicos para o Brasil, anunciada na semana passada, prefeituras da região estão fazendo adequações na jornada dos médicos que atuam na rede pública e remanejando consultas para evitar que a população fique sem atendimento. O Ministério da Saúde já abriu edital para preencher as vagas ociosas do projeto com médicos brasileiros formados no Brasil ou que tenham revalidado seu diploma no país. Na região, são oferecidas 79 vagas para 25 cidades (veja a relação completa ao lado).
Em Agudos (13 quilômetros de Bauru), os seis médicos cubanos que atuavam na rede de atenção básica de saúde já foram desligados do quadro de funcionários. O voo de retorno deles para a ilha caribenha está previsto para o próximo sábado (24) e, até que as vagas em aberto sejam preenchidas, a prefeitura disse que irá transferir os pacientes deles para outros profissionais.
"Os pacientes que estavam com consultas agendadas com estes médicos foram remanejados para os médicos clínicos gerais que atendem na rede municipal de saúde e, segundo a secretária de Saúde, Marília Giliotti, nenhum paciente ficará sem consulta", declarou por meio de nota. Os novos médicos do programa federal devem chegar ao município a partir do próximo dia 3.
Em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), o secretário de Saúde Ricardo Conti Barbeiro afirmou que o atendimento à população nas unidades de Estratégia Saúde da Família (ESF) dos bairros Maestro Júlio Ferrari e Jardins das Nações e Monte Azul, onde trabalhavam os três médicos cubanos do Mais Médicos desligados nesta quarta-feira (21), também está garantido.
"Após recebermos a notícia da saída dos médicos cubanos, realizamos uma adequação na jornada de alguns médicos para suprir essa demanda. Quero deixar claro que não vamos deixar ninguém sem atendimento médico. É evidente que, nesse momento, gostaria de pedir a compreensão da população porque pode, eventualmente, ocorrer um tempo de espera maior do que o habitual, afinal, de um dia para o outro, nós perdemos três profissionais, e isso não é pouco", declarou.
Em Bariri (56 quilômetros de Bauru), a diretora de Saúde, Samara Ferro Jacó de Carvalho, admite que a saída dos dois médicos cubanos, que atendiam uma média de 30 pacientes por dia, causará prejuízos. "Estamos nos organizando para que alguns médicos da rede atendam em alguns dias da semana os pacientes dos PSF e estamos buscando contratação emergencial", revela.
A Prefeitura de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), que perdeu quatro profissionais do programa federal - dois que atuavam no PSF do bairro Antônio de Conti e dois no PSF do Caic - realizou processo seletivo para a contratação emergencial de apenas dois médicos. "Eles vão começar a trabalhar a partir da semana que vem", explicou por meio da assessoria de imprensa. "Alguns atendimentos estão sendo remanejados para outras unidades".
