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| Os municípios estão sendo alertados para continuar com ações para evitar criadouros de mosquito |
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo orienta os municípios paulistas a prosseguirem com as ações de combate ao Aedes aegypti por, pelo menos, mais uma semana, reforçando a campanha estadual "Todos juntos contra o Aedes aegypti".
Na região, os municípios de Agudos, Avaí, Cabrália Paulista, Cafelândia, Gália, Gaimbê, Guarantã, Pongaí, Ubirajara e Vera Cruz estão em situação de risco para o Aedes aegypti, porque o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) realizado entre outubro e novembro está alto. Dos 638 municípios avaliados, 406 apresentam situação satisfatória, 190 estão em alerta e 42 em risco (10 da região de Bauru).
A classificação de um local como satisfatório, alerta ou risco é calculada com base no Índice de Infestação Predial (IIP). Esse indicador entomológico é calculado pelo número de recipientes com presença de larvas de Aedes aegypti em 100 imóveis pesquisados, sendo considerados satisfatórios aqueles com até 1; alerta, de 1 a 3,9; e risco, acima de 3,9.
Agudos, por exemplo, está entre os municípios com índice de risco com o LIRAs apontando 5. A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Agudos informou nesta segunda-feira que continuará nos próximos dias com as ações de intensificação de combate ao mosquito Aedes aegypti e prevenção aos criadouros, por meio de palestras nas escolas, visitas domiciliares, com vistorias e eliminação de objetos que favoreçam a criação do mosquito, orientações aos moradores e ações de bloqueios, na região dos bairros Jardim São Vicente e Professor Simões, onde também será feita a nebulização.
Avaí é o que tem o índice mais alto: de cada 100 imóveis pesquisados pelo menos 10 apresentam criadouros do mosquito, isso oferece risco de infestação do mosquito que transmite a dengue, zika e chikungunya.
O prefeito de Avaí, André do Neto, informou no início da noite de ontem que irá se reunir na manhã desta terça-feira (4) para avaliar ações emergenciais que possam ser tomadas. "Vamos nos mobilizar a todo custo para reverter a situação", declarou.
A Secretaria de Estado da Saúde informa que a estratégia segue a orientação do Ministério da Saúde para que as medidas de combate ao transmissor da dengue, zika e chikungunya, sejam realizadas até o dia 8 de dezembro, quando deve ocorrer um segundo 'Dia D' no país. A finalidade é mobilizar sobretudo as cidades que estão com índices elevados de proliferação do mosquito.
Os municípios têm a recomendação para fazer as atividades conforme a necessidade de cada local.
Balanço realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, com base nos dados informados pelos municípios paulistas por intermédio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), mostra que o número de casos de dengue no Estado caiu 99% em dois anos: de 678.031 em 2015, para 162.497 em 2016, e 6.269 em 2017. Em 2018, até 6 de novembro, foram confirmados 9.181 casos autóctones da doença.
Caso de chikungunya é investigado
Com relação à chikungunya, a Secretaria de Estado da Saúde registrou, neste ano, 209 casos autóctones. No ano passado inteiro foram confirmados 354 casos. Em Santa Cruz do Rio Pardo, um caso de chikunguya está em investigação pela Secretaria de Saúde do município.
A assessoria de imprensa da prefeitura informou que as ações de combate e controle de vetores estão sendo realizadas conforme protocolo do Ministério de Saúde e nebulização em um raio de 600 metros ao redor da residência do paciente nos bairros Vila Oitenta e Santa Aureliana. O morador, com a suspeita da doença, apresentou os primeiros sintomas no início do mês de outubro, quando foram investigadas outras doenças, inclusive dengue com sorologia negativa e com a persistência dos sintomas houve suspeita de chikunguya, que foi confirmada por exame em laboratório particular. Nos dias anteriores ao início dos sintomas, o paciente esteve em Assis e Ourinhos. Uma nova amostra de sangue foi coletada e enviada para o Instituto Adolfo Lutz, conforme solicitação da Grupo de Vigilância Epidemiológica de Assis.
Em nota, a prefeitura ressaltou que, no ano de 2016, foi confirmado um caso de chikungunya no município, caso importado do Estado de Pernambuco.
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