| Malavolta Jr. |
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| Semma, Sear e Emdurb são responsáveis pelo serviço de capinação e roçagem das áreas públicas |
Não é preciso andar muito para ver mato alto espalhado pela cidade. Na época mais chuvosa, entre novembro e abril, a Prefeitura de Bauru chega a coletar 24 toneladas de mato por dia, 140% a mais do que em período de estiagem. Além de aparentar abandono, o matagal traz consequências desastrosas para a saúde pública, afinal, é considerado ambiente ideal para a proliferação de escorpiões e do mosquito transmissor da dengue. Nesta época do ano, inclusive, a invasão das braquiárias, que crescem de três a cinco centímetros diariamente, torna o trabalho do município ainda mais difícil.
É o que explica o titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Sidnei Rodrigues. Segundo ele, a Semma, a Secretaria Municipal das Administrações Regionais (Sear) e a Emdurb são responsáveis pelo serviço de capinação e roçagem das áreas públicas, como praças e canteiros centrais. Ao todo, a administração municipal utiliza 11 caminhões carroceria ou basculante toco.
O material coletado é encaminhado ao aterro público. Neste local, a matéria orgânica passa por triagem, que consiste em separar os itens passíveis de reciclagem. O restante tem duas destinações: uma parte é levada ao Eco Verde, que a transforma em adubo para hortas e jardins, e a outra fica armazenada no próprio aterro (leia mais abaixo).
Ainda de acordo com Sidnei, no período de estiagem, o município coleta 10 toneladas de mato por dia, 140% a menos do que é recolhido na época das chuvas. "A braquiária, introduzida em locais onde há criação de gado, acabou tomando conta da área urbana. Esta espécie não é apropriada para jardinagem, porque cresce de três a cinco centímetros diariamente. Em uma semana, se chover bastante, ela chega a 1,15 metro de altura", explica.
SOLUÇÕES
Em vista disso, a pasta estuda a possibilidade de experimentar outras espécies de grama, como a esmeralda, cuja altura não passa de 15 centímetros. Porém, o projeto ainda está em fase de análise e, se colocado em prática, só surtiria efeito dentro de, no mínimo, dois anos.
Outra opção é o controle químico da braquiária, que também está sendo aventado pelo município. O poder público, por sua vez, deverá agir com cautela, afinal, o produto escolhido tem de ser viável na área urbana, cercada por outras plantas, animais e humanos.
Enquanto nenhuma destas ideias sai do papel, a prefeitura precisou agir e abriu licitação, por ata de registro de preços, com o intuito de contratar uma empresa que a ajudasse a dar conta da demanda, principalmente, neste período chuvoso.
Se tudo correr bem, a vencedora do certame começará a trabalhar em março de 2019 e a previsão é de que a pasta tenha uma despesa de R$ 100 mil a cada 15 dias.
Falando nisso, a Semma também banca o serviço prestado pela Sear e pela Emdurb. Para se ter ideia, cada tonelada de grama que entra no aterro custa R$ 89,00 aos cofres públicos. "Por isso, temos de pensar em algo para economizar, como esta alternativa de combater a espécie invasora".
Particulares
Quando Sidnei Rodrigues assumiu a Semma, em abril deste ano, o município não recebia grama, troncos e galhos de particulares. Depois, o Eco Verde passou a aceitar um volume de até 2 metros cúbicos, uma picape.
Acima disso, o munícipe pode levar o material até o aterro. O armazenamento e a trituração da matéria orgânica é bancada pelo poder público. Do início deste ano até 24 de novembro, o município já recebeu 3,1 toneladas de materiais oriundos de particulares, que, antes, os descartavam em pontos clandestinos da cidade.
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Material orgânico é triturado e vira adubo na cidade
Desde março, o Eco Verde passou a funcionar no Viveiro Municipal, na quadra 1 da rua Henrique Hunzicker, no Redentor. O órgão realiza a trituração do material orgânico pré-selecionado no aterro, transformando-o em compostagem. Inclusive, o Viveiro já cedeu 70 caminhões de adubo a assentamentos de Bauru, após parceria junto à Sagra.
Conforme o JC noticiou, devido ao acúmulo de galhos na antiga área do Eco Verde, no Jardim Jussara, a prefeitura acabou depositando resíduos em uma APP. A Polícia Ambiental, como punição, embargou metade do terreno.
Na ocasião, o município justificou que o acúmulo de dejetos ocorreu porque um triturador estava quebrado. O item já foi substituído e tal processo voltou ao normal. Por enquanto, a área que abrigava o Eco Verde está cercada. A ideia é plantar árvores no local, que se transformará no futuro Parque Linear da cidade.
Se alguém quiser adubo orgânico gratuitamente, basta ir até o Eco Verde, de segunda-feira a sábado, das 7h às 15h. O telefone é o (14) 3203-5390.
