Quando me lembro da CPFL é assim: pública, tinha excelência de serviços. Hoje, exibe estrutura enxuta que pode aumentar a lucratividade, mas reduz a qualidade dos serviços prestados.
Exemplo disto ocorreu no dia 21/11 com o corte indevido de fornecimento de minha residência e a demora de quase 24 horas para efetuar a religação. Além disto com o protesto da conta, com seu apontamento, se dando após o pagamento e mesmo notificada por escrito a CPFL, não providenciou o seu cancelamento.
Um caos que nunca antes ocorrido quando a CPFL era pública, mesmo diga-se de passagem, com os preços exorbitantes que pagamos pela energia. Não por culpa da CPFL, mas resultado dos acordos espúrios do lulo petismo, coordenados pela estocadora de vento Dilma e empresários sem escrúpulos.
Lembro também do atual DAE de Bauru público, que prestava no passado excelente serviços à população, mas hoje tenta copiar as empresas particulares, não na eficiência, mas em má qualidade de atendimento.
Apropriam-se do dinheiro pago pela população bauruense destinado a estação de esgoto, sem devolvê-lo à população como deveriam, manobrando para ficar definitivamente com o dinheiro e não honrar o combinado.
Além disto, uma reclamação referente a um aumento, por quatro meses de minha conta de água, a valores de o triplo da média, anterior e posterior a estes meses, está sem resposta e já completando três anos (mais de dois somente para fornecerem cópia do processo).
Até hoje o DAE não sabe explicar o que ocorreu e pede que consumidor entenda como 60 m3 de água desapareceram, sendo atestado pelo próprio DAE que não existe vazamento. No entanto, para o DAE, o consumidor é que deve comprovar que não consumiu e não o DAE explicar o impossível, que não forneceu ar ao invés de agua. Agindo como manda o código de defesa do consumidor, invertendo o ônus da prova, em casos como este.
As pessoas que decidem estes casos ficam entrincheiradas na sede do DAE, sem nenhum contato direto com o público e, com isto, os problemas não são sentidos e nem resolvidos. Como diz o ditado "o que os olhos não veem o coração não sente".
A população fica no Poupatempo, atendida com muita boa vontade pelo pessoal de lá, que, no entanto, nada pode decidir e meramente transmite a decisão dos que ficam na rua Padre João. Para ser assim melhor os altos custos da Sabesp, já que aqui também são altos e os serviços péssimos. Mesmo com dinheiro sobrando em caixa nosso, esgoto até hoje não é tratado.
Certo é que concessionários de serviços públicos, sejam eles públicos ou privados, deveriam ser rigidamente acompanhados por uma agência reguladora, totalmente independente, e não por uma que é cabide de empregos de políticos e totalmente servil coma a Aneel (da energia elétrica) e a do abastecimento de água e esgoto, que nem sei se existe. Deveria inclusive a concessionária ser penalizada com a perda da concessão, caso mão cumpra padrões mínimos de atendimento e de melhora.