| Samantha Ciuffa |
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| Câmpus da Unesp Bauru |
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) expulsou hoje três universitários do campus de Bauru, cujas autodeclarações de cotas, envolvendo pretos e pardos, não foram confirmadas nem pelas comissões locais, nem pela Comissão Central de Averiguação das Autodeclarações da instituição. Além deles, outros 24 alunos de mais oito campi da instituição também foram desligados pela mesma fraude.
Os nomes foram publicados no Diário Oficial do Estado de São Paulo de hoje. Em relação ao campus local, dois dos expulsos são da Faculdade de Engenharia e um da Faculdade de Ciências. O campus com a maior quantidade de desligamentos é o de Araraquara, com sete. Na sequência, está o de Araçatuba com quatro; depois, Bauru e São José dos Campos com três. Ilha Solteira, São Paulo, Botucatu, Registro e Litoral Paulista têm dois, cada.
A Unesp conta com 34 unidades em 24 cidades. Conforme o Jornal da Cidade divulgou na edição desta sexta-feira, o Conselho Universitário foi informado ontem sobre os desligamentos pelo vice-reitor da Unesp Sérgio Nobre. A informação foi confirmada pelo professor Juarez Xavier, presidente da comissão central e assessor da Pró-Reitoria de Extensão Universitária.
Ele ressalta que a universidade deu amplo direito de defesa aos deligados, inclusive criando setores de redundância (conselhos locais e o central) para avaliá-los. "A análise foi feita caso a caso, de forma individual", explica. De acordo com Juarez, foram levados em consideração critérios relacionados ao fenótipo, ou seja, características como cor de pele e tipo de cabelo.
A universidade dará continuidade às verificações, como forma de assegurar a efetividade da política pública de inclusão, destaca o professor. As comissões de averiguações foram criadas após denúncias de falsas declarações entre candidatos cotistas em 24 municípios. Conforme o JC já divulgou, atualmente, 50% das vagas são reservadas para alunos de escola pública e, dentro desse grupo, 35% para pretos, pardos e indígenas.
Os alunos expulsos não poderão se candidatar a vagas da Unesp, por meio de vestibular, pelos próximos cinco anos. A universidade, no entanto, não pretende denunciá-los para que respondam na esfera criminal.
