| Fotos: Arquivo Pessoal |
![]() |
| Herança: Alessandra com a mãe Olina Aparecida da Costa Paixão Gomes |
![]() |
| E a característica também seguiu para a irmã de Alessandra, Ester Silva Nunes |
| Victor Oliveira/Divulgação |
![]() |
| O pequeno Heitor, filho de Alessandra, chamou a atenção de todos quando nasceu com a mecha |
A bebê que nasceu com a franja branca, em Minas Gerais, repercutiu País afora e até foi capa do JC na edição de ontem. E, por aqui, alguns bauruenses ostentam a mesma condição. Após o JC publicar a foto da criança na capa ontem, surgiram outras histórias de quem convive com essa característica que atravessa gerações.
Quem se orgulha do chamado piebaldismo é a gerente comercial Alessandra Silva Nunes Alves, de 28 anos.
De acordo com ela, a mecha branca já passou por cinco gerações da sua família, sendo que a mais recente acometeu o filho de Alessandra, o pequeno Heitor Nunes Alves, de apenas 4 meses. "Quando eu estava grávida, nós duvidávamos da possibilidade do bebê nascer com tal marca, mas não deu outra. Assim que o vi pela primeira vez, me apaixonei. É o meu xerox", complementa.
E Heitor não agradou somente a mãe coruja, mas toda e qualquer pessoa que passou pela Maternidade do Hospital Unimed Bauru. "Ele foi a atração da vez e isso me deu ainda mais orgulho", destaca.
Porém, nem tudo são flores. A gerente comercial revela que sofria bullying enquanto criança. "Eu não ligava, porque a minha mãe, que também tem piebaldismo, sempre fez com que eu me aceitasse do jeito que sou", observa.
Além de Alessandra, da sua mãe e do pequeno Heitor, a tia e a irmã caçula da gerente comercial compartilham a mesma marca. "Tem tanta gente querendo fazer mecha branca no cabelo e eu já nasci pronta", brinca Alessandra.
O CASO
Conforme o JC noticiou, a pequena Mayah Aziz Oliveira está fazendo sucesso na Internet. A bebê nasceu com a franja branca, em Belo Horizonte. A recém-nascida completou 23 dias na última quinta-feira.
Talyta Youssef, de 40 anos, mãe da criança, relatou que sofreu bullying na infância e na adolescência por causa do piebaldismo e que só começou a se relacionar bem com a mecha já na fase adulta, aos 25 anos.
A mãe da Mayah não terá dificuldades para cuidar da bebê. O piebaldismo acompanha a família há algumas gerações. O avô, uma tia e a mãe da Talyta tinham a marca característica.
FENÔMENO
Piebaldismo é uma condição genética e hereditária que afeta a produção de melanina. Ela não causa qualquer problema à saúde ou à expectativa de vida da pessoa. Caracteristicamente, os indivíduos com piebaldismo apresentam, desde o nascimento, áreas brancas, que costumam se manifestar no rosto, podendo afetar, também, áreas do couro cabeludo e o cabelo, assim como os cílios e as sobrancelhas. É comum que haja múltiplas áreas despigmentadas em outras partes do corpo.
Tais áreas não crescem ao longo da vida e a condição não é contagiosa. Porém, o único cuidado necessário é proteger a pele despigmentada da exposição solar, pois existe risco maior de câncer de pele.
OUTRA FAMÍLIA
| Divulgação |
![]() |
| Givanildo da Silva Teixeira passou a mecha branca para os filhos Isabella e Joaquim Teixeira |
Ainda em Bauru, o comerciante Givanildo da Silva Teixeira, de 35 anos, nasceu com esta condição, que herdou da avó. Os dois filhos dele, Isabella Teixeira, de 8, e Joaquim Teixeira, de 7 meses, têm a mesma franja branca.



