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Suspeito de matar jovem de 22 anos estrangulada é preso pela polícia de Jaú

Heitor Carvalho e Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 4 min

Reprodução/Facebook
Bruna Vines Ribeiro, de 22 anos, foi morta por estrangulamento com a alça da própria bolsa

Malavolta Jr.
Para o delegado Marcelo Aparecido Tomaz Goes, titular da DIG, caso está praticamente esclarecido

Jaú - A partir de diligências, depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança, a Polícia Civil de Jaú (47 quilômetros de Bauru) conseguiu traçar o mapa dos momentos que antecederam a morte de Bruna Vines Ribeiro, 22 anos, encontrada estrangulada e com sinais de violência sexual no último dia 4, na 2.ª Zona Industrial (leia mais abaixo), e prender o principal suspeito do crime, um homem de 33 anos, que confirmou ter feito um programa amoroso com a vítima no dia em que o corpo dela foi localizado.

Os detalhes da investigação que levou a justiça a conceder a prisão temporária de A.M.R.N. (apenas as iniciais foram divulgadas pela polícia) por trinta dias foram revelados à imprensa nessa segunda-feira (17) de manhã pelo delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú, Marcelo Aparecido Tomaz Goes, em entrevista coletiva na Central de Polícia Judiciária (CPJ) do município.

Fotos: Reprodução/Vídeo
Carro do suspeito no momento da apreensão pela polícia

De acordo com ele, investigadores da unidade apuraram que, por volta das 14h35, horas antes de ter sido encontrada morta, Bruna havia entrado em um VW/Fox cinza. Registros de um motel próximo revelaram que o mesmo veículo esteve no local minutos depois. Por volta das 16h40, o Fox foi flagrado por câmeras de segurança, em alta velocidade, na região onde o corpo foi achado.

Suspeito no momento da prisão

Um minuto depois, as imagens mostram o carro retornando, já próximo à base da Polícia Rodoviária. Após cerca de quarenta minutos, Bruna foi encontrada morta. "Nós começamos a fazer diligências na tentativa de identificar a placa desse veículo e o seu condutor", conta. A partir da identificação, a DIG solicitou à justiça autorização para fazer buscas na casa dele, no Jardim América.

Na tarde da última quarta-feira (12), o mandado foi cumprido e o carro foi apreendido. As diligências contaram com o apoio de policiais civis do Grupo de Operações Especiais (GOE) de Jaú. Segundo Goes, parte dos móveis e objetos da residência havia sido destruída pelo suspeito durante um surto recente ocasionado, de acordo com o relato de familiares, pelo consumo de crack.

No local, foram encontradas porções de maconha. "Ele é um indivíduo que tem surtos de violência em razão do consumo excessivo de drogas, é dependente químico", diz. A.M.R.N. foi reconhecido por testemunhas como o homem que dirigia o veículo na data dos fatos e que manteve contato com a vítima antes de sua morte e teve a prisão temporária decretada no mesmo dia.

VERSÕES

Na sede da DIG, segundo o titular da especializada, o suspeito, que não tem emprego fixo, foi interrogado durante horas e apresentou várias versões. Primeiro, confessou ter ido com Bruna até o motel e disse que consumiu porções de crack e de aguardente. "Ele apresentava no corpo algumas lesões com cicatrização recente, muito provavelmente de defesa da vítima", declara o delegado.

"Em novas declarações, ele afirmou ter se encontrado com a garota de programa, mas negou tê-la assassinado, alegando, num primeiro momento, que a deixou viva num ponto de ônibus próximo ao local onde se encontraram, isto por volta das 18h, horário este em que o corpo dela já tinha sido localizado". 

Posteriormente, de acordo com Goes, A.M.R.N. revelou que, em determinado momento, durante o encontro no motel, ficou desesperado, não se recordando por qual motivo, o que teria acontecido depois e se teria assassinado a vítima. Ele também admitiu aos policiais que chegou a ver Bruna já sem vida.

PRÓXIMOS PASSOS

Com a apreensão do carro do suspeito, o delegado explica que exames periciais serão feitos visando à coleta de digitais para comparação do material genético com materiais colhidos do corpo da vítima. Uma eventual reconstituição do crime também não está descartada. "Ele está preso temporariamente e a gente o considera o principal suspeito e, muito provavelmente, o autor do crime", afirma.

Inicialmente, A.M.R.N. irá responder por homicídio qualificado, por motivo fútil. Segundo Goes, a prisão dele poderá ser prorrogada para que os laudos fiquem prontos e o inquérito possa ser concluído. "Ainda resta saber se houve efetivamente o estupro, o abuso sexual. Aí, ele será indiciado e processado pelos crimes de homicídio qualificado em concurso com o crime de estupro", revela.

O CRIME

Conforme divulgado pelo JC, o corpo da jovem foi avistado por duas pessoas, no fim da tarde do último dia 4, na avenida João Lorenzon, na 2.ª Zona Industrial, próximo a um centro de compras. Ela vestia apenas blusa e, na bolsa dela, foram encontrados vários preservativos.

Segundo a Polícia Civil, o autor do crime usou a calcinha da vítima para amarrar as mãos dela e a alça da sua bolsa para estrangulá-la. Como ela não carregava nenhum documento pessoal, equipes da DIG de Jaú só conseguiram identificá-la no final da noite do mesmo dia.

Os policiais civis apuraram que Bruna morava em Bandeirantes, no Paraná, e, em novembro, após separar-se do marido, passou a morar com uma irmã no Jardim Maria Luiza IV, em Jaú, e fazer programas amorosos em um conhecido ponto de prostituição da cidade.

Na madrugada do dia 5, um auxiliar geral de 44 anos foi preso em flagrante após se masturbar na frente de uma menina de 10 anos e passou a ser investigado por suspeita de envolvimento no homicídio. Porém, após novas diligências, esta hipótese foi descartada pela DIG.

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