Nacional

PGR recorre de decisão de Marco Aurélio de liberar presos em 2ª instância, como Lula

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou em nota divulgada à imprensa nesta quarta-feira (19), que recorreu da decisão do ministro Marco Aurélio Mello, que suspendeu a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância e abriu caminho para a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato.

Decisão pode beneficiar até 169 mil pessoas. STF prevê esse tipo de prisão desde 2016, mas ações visam mudar entendimento do tribunal.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da PGR, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, "analisou, juntamente com a equipe, as medidas judiciais cabíveis", mesmo sem ter sido intimada da decisão de Marco Aurélio.

"A procuradora-geral destaca que o início do cumprimento da pena após decisões de cortes recursais é compatível com a Constituição Federal, além de garantir efetividade ao direito penal e contribuir para o fim da impunidade e para assegurar a credibilidade das instituições, conforme já sustentou no STF", diz a nota da PGR.

Cabe ao presidente do tribunal, ministro Dias Toffoli, decidir sobre casos considerados urgentes durante o recesso do tribunal. Toffoli ficará responsável pelo plantão do STF até o dia 13 de janeiro, quando viajará e passará o bastão para o vice-presidente do tribunal, ministro Luiz Fux.

Comentários

Comentários