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Denunciado pela PGR, Temer evita assunto em homenagem em Goiás

Estadão Conteúdo
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Denunciado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito do inquérito dos Portos, o presidente Michel Temer evitou o assunto ao ser homenageado na noite desta quarta-feira (19) em evento da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), em Goiânia (GO).

De forma genérica, Temer disse apenas que foi vítima de "uma trama moral" que muito o agrediu, sem especificar se falava das outras duas denúncias anteriores, oferecidas pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

"Salvo a greve dos caminhoneiros, não enfrentamos nenhuma outra greve. Enfrentamos, sim, uma oposição ferocíssima e fui vítima de uma trama moral que muito me agrediu", disse.

O evento na Fieg era a posse do novo presidente da instituição, Sandro Mabel, ex-assessor especial da Presidência da República. Sob comando de Mabel, a Federação decidiu presentear Temer com a "comanda do mérito industrial".

O presidente aproveitou a homenagem para dizer que a honraria era sinal de que seu "café" continua quente, apesar de estar nas últimas semanas de governo. No discurso, Temer também procurou enaltecer as ações da sua gestão. Citou principalmente a PEC do Teto e o que chamou de "modernização das leis trabalhistas.

Ele também falou sobre seu papel conciliador na intervenção feita junto ao estado de Roraima. "Qualquer intervenção é sempre traumática, mas conduzi duas intervenções negociadas: uma no Rio de Janeiro e agora em Roraima", disse.

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