| Paulo Whitaker/Reuters |
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| Hamilton celebrou hegemonia com o quarto título nos últimos cinco anos e chegou ao penta mundial |
A Fórmula 1 viveu grandes momentos em 2018. Ao longo de 21 etapas, pilotos e equipes protagonizaram corridas emocionantes e uma acirrada disputa por posições. No final, Lewis Hamilton e sua Mercedes mantiveram a hegemonia na principal categoria do automobilismo mundial conquistando o título.
Para o piloto britânico, quatro vezes campeão nos últimos cinco anos, foi a quinta conquista da carreira, o que o colocou no nível do lendário Juan Manuel Fangio. A Mercedes, por sua vez, também foi campeã entre os construtores, acumulando cinco títulos consecutivos.
A supremacia da equipe alemã, entretanto, nunca esteve tão ameaçada. A Ferrari teve o melhor carro em muitas etapas e, não fossem os erros cometidos por seu principal piloto, o alemão Sebastian Vettel, poderia ter desafiado Hamilton e a Mercedes até o final.
Até a metade da temporada, era impossível prever quem sairia vencedor. Vettel teve início arrasador vencendo as duas primeiras etapas, na Austrália e no Bahrein, enquanto Hamilton venceu sua primeira corrida somente no Azerbaijão, quarta etapa do calendário. Os dois pilotos se alternaram na liderança do Mundial até a décima etapa, no Grande Prêmio da Inglaterra, em Silverstone. Vettel venceu na casa de Hamilton e abriu oito pontos na ponta da tabela.
O GP seguinte, na Alemanha, foi decisivo para a sequência da temporada. Com a Ferrari claramente em melhor momento que a Mercedes, Vettel fez a pole diante de seus fãs. O alemão liderou a prova até a volta 52, quando cometeu um erro na curva 13 e bateu no muro de proteção, após uma chuva leve deixar o asfalto molhado. Hamilton, que havia largado apenas na 14ª colocação, se aproveitou da entrada do "safety car" causada pelo incidente com o rival, assumiu a ponta e liderou a dobradinha da Mercedes em Hockenheim.
O episódio na Alemanha abalou a confiança de Vettel, que viu Hamilton vencer na Hungria na semana seguinte. Pressionado, o alemão venceu na Bélgica após ultrapassar Hamilton, que largara na pole, na primeira volta. Esta seria a última vitória do alemão na temporada.
Com a sólida vitória em Spa-Francorchamps, e a Ferrari se mostrando superior à Mercedes nos circuitos mais velozes, a expectativa era de domínio da Ferrari em Monza, diante dos 'Tifosi'. Raikkonen cravou a pole mais rápida da história e teve Vettel completando a primeira fila do grid de largada, com Hamilton em terceiro.
Na primeira volta, Hamilton partiu para ultrapassar Vettel por fora na segunda chicane. O alemão não quis ceder espaço e houve contato. Os dois rodaram, mas Vettel levou a pior e perdeu muitas posições, enquanto Hamilton se recuperou, ultrapassou Raikkonen e venceu a prova.
Hamilton consolidou sua liderança com três vitórias na sequência, em Singapura, Rússia e Japão. Nos Estados Unidos, o britânico teve sua primeira chance de assegurar a taça, mas optou por uma prova mais cautelosa e cruzou a linha de chagada em terceiro, à frente de Vettel.
No México, novamente a opção foi pela prudência, e com um quarto lugar, Hamilton sagrou-se campeão com duas corridas ainda por vir.
Com o pentacampeonato assegurado, restava a Hamilton garantir o título de construtores para sua equipe, o que foi alcançado com uma vitória no GP do Brasil, em Interlagos. E não parou por aí. Na última etapa do ano, em Abu Dhabi, Hamilton não deixou por menos e encerrou o ano com mais uma vitória, a 11ª da temporada.
Com o pentacampeonato, Hamilton se aproxima de Michael Schumacher, o recordista de títulos da história da F1 com sete. Já a Mercedes está perto de igualar a marca de seis títulos consecutivos da Ferrari, entre 1999 e 2004.
2019 promete ser mais um ano de intensas disputas na pista. Ferrari e Vettel voltarão com um único objetivo, vencer. E Hamilton, no auge da carreira, terá que mais uma vez se superar para perseguir os recordes que lhe faltam.
A pré-temporada da F1 começará no dia 18 de fevereiro, no circuito de Barcelona, na Espanha. A primeira prova do calendário está marcada para 17 de março, em Melbourne, na Austrália.
Temporada marca a despedida de Alonso
Bicampeão mundial, o espanhol Fernando Alonso se despediu da Fórmula 1 em 2018, deixando a categoria após 18 anos. Bicampeão mundial em 2005 e 2006 com a equipe Renault, Alonso estreou na F1 no Grande Prêmio da Austrália, em 2001, pilotando uma Minardi. Ao longo da carreira, passou ainda por McLaren (2007, 2015-18) e Ferrari (2010-2014). O espanhol, de 37 anos, completou 311 GPs na carreira, número que só é superado pelos 322 GPs de Rubens Barrichello, o recordista da história da categoria. Além dos dois títulos mundiais, Alonso deixa a Fórmula 1 com 32 vitórias, 97 pódios e 22 pole positions.
Sem planos de retornar à F1, Alonso, em 2018, também participou das 500 milhas de Indianápolis, feito que deve se repetir em 2019, e sagrou-se campeão das 24 horas de Le Mans. Ao ser perguntado sobre a possibilidade de retorno à F1, Alonso não a descartou completamente. "Neste momento é difícil pensar em retornar, mas a porta não está fechada," disse.
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