| Leo Aversa |
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| Barão é Fernando Magalhães, Maurício Barros, Guto Goffi (fundadores) com Rodrigo Suricato |
| Divulgação |
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| Música nova do Barão também teve Márcio Alencar no baixo |
| Reprodução |
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| Marcus Liborio |
| Reprodução |
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| Adriano Corcioli |
Sem Frejat e sem Cazuza, sim. Solidão? Que nada.
Os integrantes-fundadores do Barão Vermelho estão longe de se tornarem maiores abandonados do rock. E, com a voz e a guitarra precisas do recém-integrado Rodrigo Suricato, apresentam uma música nova em folha: "A Solidão Te Engole Vivo".
Composta por Guto Goffi e Maurício Barros (baterista e tecladista que formaram o Barão em 1981 no Rio) e Fernando Magalhães (guitarrista que entrou em 1985), a canção fala de amizade com poesia direta, sem florear.
"Se for pra levar na cara / Amor e porrada / Que seja de um amigo / Verdadeiro e antigo...", canta Suricato.
É o primeiro single da nova formação que, pelo jeito, vem tendo tempo de maturação.
Frejat saiu em janeiro de 2017, Suricato (que tinha banda própria com seu nome) entrou no mesmo ano e 2018 foi marcado por ensaios, shows e projetos que, agora, desembocam na canção – será mostrada ao vivo, pela primeira vez, em 28 de dezembro, no icônico palco carioca do Circo Voador.
Prenúncio de disco de inéditas em 2019. Aos ouvidos dos fãs, soa como um Feliz Ano-Novo roqueiro. E prova que o Barão, de novo, está pronto para decolar.
SERVIÇO
Veja clipe de “A Solidão Te Engole Vivo”. Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=rUltKzeAnWo
Bateristas de Bauru perguntam ao baterista do Barão
| Reprodução |
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| Danny Parnassum |
Guto Goffi respondeu a perguntas de três bateristas de Bauru que frequentemente tocam músicas do Barão Vermelho. Confira o resultado:
Adriano Corcioli, da banda O Leão - Com a saída de Cazuza em 1985 você passou a ser letrista e a produzir a banda. Como foi isso?
Guto Goffi - O Barão sempre foi um trabalho coletivo. Percentual flutuante: tem época que um colabora mais aqui e ali, outro menos. Minha colaboração foi ser letrista após o Cazuza. A partir do momento que o perdemos eu continuei fazendo mais e mais letras. E me considero letrista mesmo ["Pense e Dance", sucesso de 1988, e "Puro Êxtase", de 1998", são dois exemplos]. Ainda tenho dois discos solo. E vou lançar o terceiro.
Danny Parnassum, das bandas Puro Êxtase e WR3 - Sou fã do Barão desde o início, tanto que faço parte de um projeto com músicas da banda na cidade. O rock brasileiro tem como referência essa banda incrível. Portanto pergunto: por que que essa referência não luta para mudar o cenário musical brasileiro, que está um caos?"
Guto Goffi - A música brasileira está muto pobre e a culpa não é especificamente desse ou aquele artista, mas é coisa do grande capital. Como mudar de cenário? Trazendo dinheiro para o rock. Empresários devem investir nisso e em estrutura. Não é barato fazer um show de rock bem feito. Já vejo as pessoas saturadas de sertanejo universitário e aconteceu com rock e pagode também. A coisa pode mudar.
Marcus Liborio, da Mastodontes e Estúdio 18 - Você dá aula de bateria há um tempão. Qual o perfil dos novos alunos comparados com os de gerações anteriores?
Guto Goffi - Tenho escola de música com muitos matriculados. Hoje eu não tenho a condição de ter compromisso fixo com aluno por conta da agenda maluca da banda, mas digo: o nível no qual vai chegar depende mesmo de você. Estudar e treinar oito horas por dia. Ingressar na música por volta de 8 e 10 anos e ficar amarradão direto. Não é só pegar uma base na internet e sair tocando. Precisa ralar. (JPF)
'A gente precisa tocar mais em Bauru'
O nome Barão Vermelho foi dado pelo baterista Guto Goffi, 56 anos. O Barão Vermelho real foi um piloto alemão da Primeira Guerra conhecido como "ás da aviação".
Desde 1981 muitos dias nasceram felizes para o Barão e, outros, nem tanto. Mas Goffi se manteve sempre na ativa: dando aulas em escola própria, compondo e, claro, em turnês com o grupo.
"Não vou parar nunca, será interminável!", afirma ao JC. "Adoro conhecer lugares. Pedi muito a Deus para ir onde nunca tinha pisado. Por exemplo, fizemos show em Paulo Afonso, na Bahia, em 2018. Fiquei 25 anos direto nesse negócios de shows por todos os lados e curto: ônibus, van, avião, hotel...".
Goffi tem na ponta da língua outro lugar que conheceu, mas acha que foi pouco: Bauru. "Estivemos aí Bauru em 1984, com Cazuza. A outra foi... em 2005 num festival [recinto Mello Moraes]. É muito pouco, né? Precisam chamar mais a gente aí", intima. "Adoro o Interior, minha mãe, Ana Maria, é de Penápolis".
Tocando bateria desde 1978, Goffi ainda teve disposição para conduzir essa nova fase. "Vinha de momento estático porque Frejat estava priorizando carreira-solo e nos procurou pra dizer que não tinha interesse em continuar. Decidimos que queríamos seguir sem ele. Chamei Maurício Barros e retomamos o projeto original, de novo, pensando num cantor... Maurício trouxe sugestão do Rodrigo Suricato e ele, fã do Barão, topou na hora".
Os músicos lançaram, em 2018, o álbum digital "Barão pra Sempre" com regravações já na voz de Suricato. "O DNA do Barão está preservado e a banda, renovada", assegura Guto Goffi. (JPF)
| Leo Aversa |
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| Guto Goffi |





