A busca incessante pelo lucro, pelo poder, pelo status chegou às redes sociais, com o capitalismo social, "democrático", onde a covardia, o egoísmo e o isolamento se encontram com a ignorância, a burrice e a solidão. A necessidade de pertencer a um grupo, segregar propositadamente tudo o que for possível nas questões raciais, religiosas, étnicas, morais e políticas virou regra.
As famílias elitizadas do ódio e da infelicidade cultivam desde sempre o ter, pois nunca souberam ser. Nos Natais, dezenas de presentes eram dados aos filhos e a infinita falta de afeto predominava. O sistema os ensinou que ao invés de abraços, era melhor afastar; ao invés de estarem presentes, era melhor dar presentes, ao invés de darem opções, muito melhor dar imposições.
Como se colocar no lugar do outro se o outro era feliz, espirituoso, engraçado e carismático? Para que doar alimentos aos necessitados e ser voluntário de uma ótima causa no anonimato se os desgraçados poderiam ser seus empregados ou seus motivos de chacota?
Não souberam aprender a perder, a repartir, a sorrir, a acolher... seus maiores lucros são mentir e serem desonestos consigo mesmo, cavando seus próprios buracos, em uma escuridão coletiva do conhecimento distorcido, irreal, ilusório, destrutivo....