Política

Câmara devolve R$ 2,3 milhões para prefeitura construir núcleo de saúde


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Malavolta Jr.
Bussola indicou que os R$ 2,3 milhões sejam usados para construir UBS no Nova Esperança

A Câmara Municipal de Bauru devolverá nesta sexta-feira (28) à prefeitura R$ 2,3 milhões. O dinheiro é a parte do duodécimo (repasse anual a que o Legislativo tem direito) referente ao exercício de 2018 que não foi gasta, em razão das medidas de contenção de despesa determinadas pela Mesa Diretora, cuja gestão chega ao fim no dia 31 de dezembro.

Conforme o JC antecipou, por indicação do presidente Sandro Bussola (PDT), este dinheiro será destinado pela Secretaria Municipal de Saúde para a construção de uma nova Unidade Básica na região do Nova Esperança.

"Seguramos os gastos, a despeito de muitas demandas do Poder Legislativo, em reconhecimento ao momento delicado das finanças do poder público em todo o Brasil. Bauru não é diferente e, embora a prefeitura demonstre manter o equilíbrio entre receitas e despesas, não há margem para investimentos. Nada mais justo, então, que a Câmara de Vereadores colabore nesse sentido e que o resultado de esforços de gestão alcance a comunidade", pontua o parlamentar.

Já a região do Nova Esperança foi contemplada com a Unidade Básica de Saúde (UBS) por ter, de acordo com a própria secretaria, a pior unidade básica do município - subdimensionada e com estrutura predial precária. "Funciona em um imóvel da década de 1980, que não recebeu a manutenção adequada ao longo do tempo. Só para se ter uma ideia: pela Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida, foram construídas 1.600 unidades habitacionais naquela região. Trata-se de um impacto muito grande. É um programa importante, mas a prestação de serviços básicos às famílias não foi redimensionada", pontua Sandro Bussola.

Além disso, o território onde está inserido o Nova Esperança apresenta preocupantes indicadores de Saúde. A taxa de mortalidade infantil em Bauru é de 13 para cada 1.000 crianças nascidas vivas. Na região do bairro, esse número é de 20,2.

Considerando os dois anos de gestão da Mesa Diretora cessante, a devolução de recursos à prefeitura totalizou R$ 4 milhões.

Ações

Bussola pontua que, ao lado da vice-presidente Telma Gobbi (SD) e dos secretários Natalino da Silva (PV) e Roger Barude (PPS), conseguiu viabilizar ações importantes na gestão da Câmara, mesmo com a política de contenção de despesas.

Em relação ao prédio, foram executadas as obras no telhado, que deram fim ao problema crônico de goteiras. A sede do Poder Legislativo também conta, agora, com sistema de gerador de energia.

Além disso, está pronto o edital para a contratação das adequações que garantirão à Câmara o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

O presidente cessante destaca ainda importantes investimentos na área de transparência e comunicação, especialmente na TV Câmara, que ganhou novo cenário e estreou o primeiro programa ao vivo fixo em sua grade.

A Mesa Diretora apostou ainda na mudança do sistema de telefonia, que reduziu as despesas com esse tipo de serviço. No âmbito do pessoal, o funcionalismo teve garantido o direito a reposições salariais. Além disso, foi instaurada comissão - em fase de conclusão dos trabalhos - para elaborar proposta de Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).

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