Esportes

A 'gangorra' do futebol brasileiro em 2018


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O ano de 2018 chega ao fim e para os clubes brasileiros é o momento de se fazer um balanço, sabendo quais estados mais progrediram e quais não apresentaram progressos. O Estado de São Paulo, mais uma vez e pelo quarto ano consecutivo, conquistou o principal título nacional, o Brasileirão, pelos pés do Palmeiras. A Copa do Brasil, porém, ficou com os mineiros. O Cruzeiro conquistou o bicampeonato batendo o Corinthians na grande decisão.

O Athletico-PR presenteou o Brasil com a conquista da Copa Sul-Americana. O futebol gaúcho ergueu uma taça, a Recopa Sul-Americana, com o Grêmio superando o Estudiantes, da Argentina, na final. Os brasileiros, porém, fizeram feio na Libertadores, ficando de fora da decisão, que foi entre os arquirrivais argentinos River Plate, o campeão, e Boca Juniors. "Muitas vezes é preciso reconhecer os méritos do adversário. Os argentinos fizeram uma grande competição e por isso mesmo conquistaram o título", disse Luiz Felipe Scolari, treinador campeão brasileiro pelo Palmeiras.

O futebol paulista ganhou o Brasileirão com o Palmeiras e ainda beliscou uma vaga na Libertadores com o São Paulo, que vai participar da fase preliminar. Porém, se manteve seus quatro participantes na elite nacional, já que ninguém foi rebaixado, os paulistas não aumentaram o número de integrantes. A Ponte Preta ficou em quinto lugar na Série B e não conseguiu o acesso por muito pouco. Já na Série B o número de paulistas aumentou, já que ninguém caiu para a Série C, enquanto que Bragantino e Botafogo de Ribeirão Preto subiram.

Já o futebol de Minas Gerais, que comemorou a Copa do Brasil com o Cruzeiro e a vaga na Libertadores com o Atlético-MG, que vai disputar a etapa eliminatória, amargou alguns rebaixamentos. O América, por exemplo, voltou para a Segundona, enquanto que o Boa terá que se contentar com a Série C. O Tupi foi rebaixado para a Série D.

RIO, DECEPÇÃO

O Rio de Janeiro amargou mais um ano de decepções no cenário nacional. Apesar do vice do Flamengo no Brasileirão, apenas o Rubro-Negro garantiu vaga na Libertadores. Fluminense e Vasco chegaram à última rodada correndo risco de rebaixamento. Na Copa do Brasil o Rio de Janeiro também não foi finalista e viu o vexame do Botafogo, que caiu na primeira fase para o modesto Aparecidense-GO. O Vasco caiu na primeira fase da Libertadores, onde o Flamengo sequer passou das oitavas. O Fluminense foi semifinalista na Copa Sul-Americana.

SUL TEM FURACÃO

O futebol do Sul do Brasil teve como grande feito a conquista do Athletico-PR, que foi campeão da Copa Sul-Americana em uma decisão contra o Junior de Barranquilla, da Colômbia. O Furacão apresentou um futebol envolvente e de muito toque de bola.

O futebol paranaense, porém, não conseguiu vibrar com o Coritiba, que permanece na Segunda Divisão e ainda vai ganhar a companhia do Paraná Clube, rebaixado. O Operário ganhou a Série C um ano após a conquista da Série D e estará na Série B também, assim como o Londrina.

O Rio Grande do Sul também contribuiu com um título continental, já que o Grêmio bateu o Independiente, da Argentina, na final da Recopa. Os gremistas também se classificaram para a Libertadores, assim como o Internacional. Já Santa Catarina comemorou o acesso do Avaí para a Primeira Divisão, mas viu o Joinville ser rebaixado para a Série D.

NORDESTE VIBRA COM CEARÁ E CSA

O futebol do Nordeste sofreu baques vindos de seus principais centros, ou seja, de onde ninguém esperava. Pernambuco e Bahia decepcionaram. O Sport e o Vitória foram rebaixados para a Série B. Santa Cruz e Náutico fracassaram na tentativa de deixarem a Terceirona. Por falar na Série C, o baiano Juazeirense e o pernambucano Salgueiro também amargaram a queda para a Quarta Divisão. Mas o futebol nordestino não foi apenas de tristeza. Depois de 32 anos fora da elite nacional, Alagoas vibrou com o acesso do CSA, vice-campeão da Série B.

Nenhum estado, porém, comemorou mais do que o Ceará. O Fortaleza retornou para a Primeira Divisão com uma grande campanha e o título da Série B. O time, sob o comando de Rogério Ceni, liderou de ponta a ponta. O Ceará se manteve na elite também graças ao técnico Lisca. E o Ferroviário deu a volta olímpica na Série C, garantindo seu acesso para a Segundona nacional.

"É preciso sempre estar em evolução. Conseguimos o maior título da história do Fortaleza com um orçamento muito menor que alguns concorrentes que sequer subiram. Mas temos que seguir caminhando, pois ano que vem a disputa será ainda mais ingrata, pois as viagens serão mais distantes e os concorrentes mais fortes na esfera financeira", disse Rogério Ceni em entrevista ao jornal "O Povo".

Uma curiosidade em relação ao futebol nordestino veio do Maranhão, que viveu sensações distintas com o Sampaio Corrêa, que foi rebaixado na Série B alguns meses depois de ter sido campeão da Copa do Nordeste. Os maranhenses ainda comemoram o acesso do Imperatriz para a Série C.

NORTE E CENTRO-OESTE

Quem também viveu semelhanças neste aspecto foi o Paysandu, no Norte, que ganhou a Copa Verde, mas acabou rebaixado para a Série C. No Centro-Oeste o Goiás retornou para a elite do futebol nacional e o Cuiabá conseguiu o acesso para a Série B.

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