Cultura

Os arredores no ponteio de Osni

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Daniel Kersys
Violeiro Osni Ribeiro no Sesc Pompeia durante gravação do programa "Sr. Brasil" da TV Cultura

A afinação das 10 cordas do botucatuense Osni Ribeiro conversa com a memória afetiva do compositor e o universo caipira contemporâneo. É assim que o violeiro nos apresenta o lançamento de "Arredores", trabalho com 15 faixas, das quais quatro são instrumentais.

Apreciador dos ponteios, Osni mistura composições antigas, consolidadas no cancioneiro de raiz, com trejeitos atuais em seu jeito de tocar. O álbum "Arredores" traz canções de Angelino de Oliveira (o itaporanguense, radialista em Botucatu por anos e compositor de "Tristeza do Jeca"), além de Serrinha e Raul Torres, estes da região da Cuesta.

Na visão de Osni, os arredores cantam o cotidiano urbano e rural, de aproximação e mergulho de vivências. As canções são para transbordar em sonoridades que, infelizmente, não serão sintonizadas em rádios, digamos, comerciais.

Arredores traz "Paixão Violeira"; "Arredores", "Viola Santa", "Mais um Rei de Cantoria"; "Brinquedo", "Cidades"; "Quadrinhas de Boi" (em parceria dele com Gustavo Rosa e Tunico Rosa); "Rosa e Passarinho" (em parceria com Sérgio Santa Rosa); além das instrumentais "Porto da Ribeira"; "Rabiola"; "São João Pedro"; e Quase Folia".

CONTEXTOS E CENÁRIOS

Apaixonado pelo universo, história e meio onde vive e respira, Ribeiro descreve sua relações. "Nasci na cidade de Botucatu, na serra da Cuesta que é citada na canção de Angelino de Oliveira, que atuou em rádio por anos por lá. E ali eu tento construir minha história musical, de vida. A relação em Arredores é de uma memória afetiva das pessoas que conviveram com o ambiente bucólico. E a proximidade também se dá com coisas pessoais, afetivas, porque as novas gerações ouvem, entre seus familiares, histórias desse universo", diz.

Urbano de convivência, bucólico de sensibilidade, o disco de Osni acessa, naturalmente, cenários de antigas vilas, casas de alpendre, varandas e quintais, correlação de sua trajetória que está, naturalmente, identificável no DNA de "Arredores".

"Os grandes quintais quase que não mais existem. E esse espaço , até meados do século XX, era uma vivência de subsistência e com algo natural, com canteiro de verduras, pomar, plantas, flores", menciona.

SERVIÇO

Osni lembra que o novo trabalho está em CD, físico, mas também nas plataformas digitais, o que inclui lojas virtuais do ramo.

Para quem quiser contatar o "cantautor", basta acessar no facebook (Osni Ribeiro) ou pelo e-mail: osniribeiro@abacateiro.com

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