![]() |
Sem esperança, a vida humana perde o sentido. Para renovar o desejo de um mundo melhor, todos os anos, pessoas ao redor do mundo comemoram a Virada do ano. Assim que os primeiros fogos colorem o céu, uma nova perspectiva se abre: mesmo diante de dificuldades, quase todo indivíduo recebe o dia 1 de janeiro como a oportunidade para um novo começo, para tentar ser uma pessoa melhor para o mundo, alcançar metas profissionais, mudar o que não faz bem, se redescobrir.
"É um momento para pensar o tempo que passou e o tempo que virá. É uma marca criada no tempo que proporciona momentos de maior reflexão e também de projeção do futuro, algo que é muito importante para o homem", aponta o filósofo Clodoaldo Meneguello Cardoso, coordenador do Observatório de Educação em Direitos Humanos da Unesp.
Ele explica que a renovação da crença em dias melhores, ainda que eles não venham na velocidade desejada, ajuda a dar sentido à existência humana. Neste sentido, 2019 ganha um ingrediente diferente, herdado do forte antagonismo experimentado ao longo do ano que passou, em meio a desavenças, brigas familiares, amizades desfeitas e até episódios de violência durante o processo eleitoral.
Agora, para além das correntes opostas, há um novo governo estabelecido e eleito democraticamente pelo voto popular, com parte da população bastante otimista sobre o futuro do País. E mesmo quem não carrega perspectivas tão positivas tenta - e deve - manter o ímpeto de contribuir para a superação de eventuais problemas.
A partir de agora, cabe a cada indivíduo, independentemente de viés ideológico, exercer seu papel para fazer com que o seu microcosmo e, por consequência, o País se desenvolvam e se tornem um lugar mais confiante e acolhedor. Abaixo, algumas referências de Bauru revelam o pretendem concretizar para ser alguém melhor em 2019 e, assim, melhorar o ano que começa. Inspire-se.
Amor sintetiza desejos dos bauruenses para novo ano
Um sentimento sintetiza o desejo dos bauruenses para 2019: mais amor. Em meio à competitividade, à correria e às preocupações do dia a dia, o olhar generoso para o próximo acaba não sendo uma prática tão comum como deveria.
Ouvidos pelo JC, os próprios moradores da cidade reconhecem que, por vezes, falham na intenção renovada a cada ano de estabelecer relações melhores com seus pares. Porém, os pequenos tropeços no caminho não os impedem de refazer votos de um mundo com mais paciência, tolerância, empatia, respeito e humanidade.
Não importa a idade, a cor da pele, a profissão ou a crença religiosa, todos revelam que buscam evolução: não apenas profissional, mas, principalmente, enquanto seres humanos. A torcida do JC é para que, neste novo ano, a meta de todos seja alcançada.
