| Douglas Reis |
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| Kombi e Honda Civic colidiram no cruzamento entre as ruas Presidente Kennedy e Antônio Alves, no Centro; com o impacto, um dos veículos foi projetado para dentro da garagem de uma empresa (abaixo) |
Um homem de 43 anos morreu na manhã desta quinta-feira (3) em um acidente ocorrido no cruzamento entre as ruas Presidente Kennedy e Antônio Alves, no Centro de Bauru. Sérgio Roberto Hiroiti Miyashiro foi a primeira vítima fatal em 2019 do trânsito urbano do município, que registrou, em 2018, o menor índice de letalidade ao menos dos últimos cinco anos.
| Luciano Paulo/Divulgação |
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De acordo com os estudos iniciados em 2014 pelo Grupo de Ações para a Redução de Acidentes de Trânsito (Garat), no ano passado, 12 óbitos foram contabilizados na cidade. Nos anos anteriores, o patamar havia sido sempre acima de 20 mortes: em 2017, foram 22 registros; em 2016, 28; e, em 2015, 21 vítimas. Já em 2014, no primeiro ano de levantamentos do Garat - grupo formado por representantes da Emdurb, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Samu e Secretaria de Obras, o número chegou a 33 mortes.
No acidente de ontem, o feirante Sérgio Miyashiro trafegava em uma Kombi branca pela rua Antônio Alves, que colidiu com um Honda Civic prata, conduzido por uma mulher de 34 anos, que seguia pela rua Presidente Kennedy. Há um semáforo que disciplina o trânsito naquele cruzamento e as causas da ocorrência ainda são investigadas.
Com o forte impacto, a Kombi tombou e o motorista, que, segundo a Polícia Militar, não usava cinto de segurança, teve a cabeça prensada pelo veículo. Ele morreu no local.
Já o Honda Civic foi projetado para dentro da garagem de uma empresa localizada na esquina do cruzamento. Relatando dores na cabeça, tórax e costas, a motorista foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e, posteriormente, encaminhada ao Hospital da Unimed. Ela precisou ser retirada do automóvel pela abertura do vidro traseiro.
MAIS FRÁGEIS
Ocupante de um veículo de quatro rodas, Miyashiro não integra o perfil majoritário das vítimas fatais na área urbana de Bauru, formado essencialmente por motociclistas e pedestres. Para se ter uma ideia, em 2018, eles representaram 83% das vítimas fatais do trânsito. Em 2014, a proporção chegou a 91% - sempre sendo a maioria do sexo masculino. Em contrapartida, no ano passado, das 12 vítimas, um passageiro e nenhum condutor de automóvel morreu no trânsito.
"De fato, motociclistas e pedestres são mais frágeis e, portanto, mais vulneráveis a sofrer ferimentos graves e até fatais em um acidente. Precisam, então, adotar uma postura defensiva, prestar cada vez mais atenção no que eles e os outros estão fazendo para antecipar ações", aponta o tenente José Sérgio de Souza, comandante do Pelotão de Trânsito da PM, destacando que a distração provocada pelo uso do celular e a imprudência de veículos que andam em alta velocidade são ingredientes importantes para a ocorrência de acidentes na malha viária de Bauru.
"Mais de 90% das ocorrências são resultado de imprudência, ou seja, de falha humana. Apesar de as mortes estarem diminuindo na cidade, é importante estar atento às leis de trânsito", acrescenta.
O comandante observa que a tendência de redução de acidentes fatais em Bauru nos últimos anos ainda está sob análise, mas ressalta que, desde a criação do Garat, o detalhamento dos dados tabulados pelo grupo tem contribuído para a definição das ações da Polícia Militar.
Entre outras informações, hoje, é possível mapear, por exemplo, em quais pontos e horários específicos da cidade mais ocorrem acidentes, inclusive os que resultam em mortes. "Com isso, reforçamos nossa atuação de forma preventiva nestes locais e horários críticos. E continuamos trabalhando bastante com campanhas de prevenção", afirma.
| Malavolta Jr./JC Imagens |
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| Tenente José Sérgio de Souza: "Mais de 90% das ocorrências são resultado de imprudência, ou seja, de falhas humanas" |
Atenção e respeito
Com a intenção de evitar que um número maior de moradores entrem para as estatísticas do trânsito da cidade, o tenente José Sérgio de Souza reforça: é preciso respeitar as leis de trânsito. De acordo com ele, atualmente, as infrações mais comuns flagradas em Bauru são dirigir acima da velocidade permitida, manusear ou falar no celular ao volante e a ausência do uso de cinto de segurança.
"Hoje, até motociclistas, que são os que mais morrem no trânsito, usam celular. Há, também, muito desrespeito à sinalização por parte dos condutores, principalmente à noite, quando o fluxo de veículos é menor. São regras básicas, do conhecimento de todos, que são descumpridas, mas que deveriam fazer parte da rotina de quem sai às ruas", completa.


