Avaí - A partir do próximo dia 28, o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) José Ferreira Filho, em Avaí (39 quilômetros de Bauru), deixará de atender cerca de 20 crianças entre 4 e 5 anos no contraturno do horário escolar. O atendimento em período integral será oferecido apenas para as crianças na faixa etária de 0 a 3 anos.
A mudança foi comunicada aos pais no início desta semana e, de acordo com a prefeitura, foi embasada em um parecer jurídico. Como o município não possui pré-escola em período integral, os pais de crianças de 4 e 5 anos terão de optar por matricular os filhos no período da manhã ou da tarde.
Uma mãe, que pediu para ter a identidade preservada, conta que ficou surpresa com a mudança. "A creche sempre atendeu crianças de até 5 anos e 11 meses (no contraturno), pois apenas crianças com 6 anos podem frequentar as atividades do projeto 'Cras' que o governo oferece", revela.
"As mães que sempre tiveram o apoio da creche até seus filhos completarem 6 anos de idade não sabem o que fazer. Ficamos de mãos atadas, pois a cidade não tem nenhum outro tipo de apoio para essas crianças que já tinham essa rotina. E não temos condições de pagar alguém para cuidar de nossos filhos neste contraturno. Muitas de nós trabalhamos fora da cidade e temos custos com transporte".
A assessora de Educação de Avaí, Silvia Regina Gaschlez, explica que a medida foi tomada, com respaldo em parecer jurídico, visando garantir o atendimento integral - obrigatório por lei - a todas as crianças de 0 a 3 anos. "Algumas crianças nessa faixa etária não estavam sendo atendidas", declara.
O atendimento "duplo" a crianças de 4 e 5 anos, de acordo com ela, teve início quando a creche - hoje municipalizada - ainda era filantrópica e acabou sendo mantido durante os anos. A solução apontada pela assessora, a longo prazo, seria o investimento em uma escola infantil de tempo integral.
"O prefeito está investindo em educação e esportes para poder atender um público maior. Nós temos essa preocupação com as mães que trabalham e precisam que a criança fique em tempo integral em um centro de educação", diz. "A gente não quer prejudicar mãe nenhuma. Mas também temos que atender todas as crianças que precisam".