Avaí - A Prefeitura de Avaí (39 quilômetros de Bauru) realizou algumas adequações na proposta inicial de mudança no ensino infantil anunciada na semana passada (leia abaixo) e decidiu manter o atendimento no contraturno do horário escolar para crianças entre 4 e 5 anos nos casos em que as mães trabalham e não têm com quem deixar os filhos. Levantamento do município aponta que menos de dez mães se enquadram nesta condição.
A alternativa foi discutida na última sexta-feira (11) durante reunião entre o prefeito André Luis da Silveira Antonio (PSD), o André do Neto, e representantes do Conselho Tutelar e da pasta da Educação. Pela nova proposta, crianças de 4 e 5 anos que frequentam a pré-escola na Emei Professora Suely Andrade Moreira e têm mães que trabalham ficarão em período integral na unidade.
No contraturno do horário da aula, segundo a prefeitura, os alunos permanecerão em uma sala na própria Emei, sob orientação de profissional da área de pedagogia do próprio quadro de servidores do município. Estagiárias da área de pedagogia também serão contratadas após um chamamento público por meio de um convênio com o Centro de Integração Empresa Escola (Ciee).
"Algumas mães trabalham fora e, portanto, teriam sérios problemas para deixarem seus filhos", revela o prefeito. "Das 12h às 17h (para os matriculados de manhã), essas crianças poderão ficar no local, onde realizarão atividades recreativas e de reforço, recebendo cuidados e boa alimentação, permanecendo em segurança até que sejam buscados por seus familiares às 17h".
Até então, no contraturno, essas crianças eram atendidas no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) José Ferreira Filho que, com base em parecer jurídico, a partir do dia 28, passará a receber em período integral apenas crianças de 0 a 3 anos. "A adequação à legislação permitiu que todas as crianças da fila de espera pudessem, enfim, passar a frequentar a creche e, felizmente, já não possuímos mais fila", explica o chefe do Executivo.
COMUNICADO
Conforme divulgado pelo JC, no início da semana passada, cerca de 20 mães de crianças entre 4 e 5 anos foram comunicadas pela Prefeitura de Avaí que os seus filhos não poderiam mais frequentar a CMEI no contraturno escolar a partir de 28 de janeiro.
Uma delas, que pediu para ter a identidade preservada pela reportagem, contou que ficou surpresa com a mudança. "As mães que sempre tiveram o apoio da creche até seus filhos completarem 6 anos de idade não sabem o que fazer", declarou.
"Ficamos de mãos atadas, pois a cidade não tem nenhum outro tipo de apoio para essas crianças que já tinham essa rotina. Não temos condições de pagar alguém para cuidar de nossos filhos neste contraturno. Muitas de nós trabalhamos fora da cidade e temos custos com transporte".