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| David Françoso, Célia Paulino, Moisés Cristo, José Francisco Martins e Everson Demarchi durante a reunião desta quinta |
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) pediu nessa quinta-feira (17), em reunião com a prefeitura, a retirada do projeto de lei em que o vale-transporte passará a ser descontado do salário dos servidores. O governo mandou a proposta para a Câmara na semana passada, e houve descontentamento no sindicato, que pressiona agora para que o projeto tenha mais discussões antes de uma eventual reapresentação aos vereadores. Outros assuntos também foram discutidos com os secretários de Administração, David Françoso, e de Finanças, Everson Demarchi, no encontro que foi chamado pela prefeitura.
O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) disse ao JC, nessa quinta (17) à noite, que a decisão de manter ou retirar o projeto de lei da Câmara dependerá da Mesa de Negociação Permanente. O Sinserm, por outro lado, defende a retirada agora. "Esse projeto vai prejudicar os servidores que ganham menos, pois estes são os que mais usam o transporte coletivo", frisa o advogado do Sinserm, José Francisco Martins. Além dele, participaram da reunião os diretores Moisés Cristo e Célia Paulino.
A concessão do vale-transporte é limitada atualmente a servidores que ganham até R$ 2.300,00, sem desconto nos salários. O governo cita uma despesa de mais de R$ 2 milhões anuais. O projeto levado aos vereadores é para que o benefício seja ampliado a todos os funcionários públicos, mas com desconto de 4% no salário, valor que o Sinserm considerado alto.
O sindicato lembra que, se a proposta realmente for necessária, deveria ter escala de valores, com uma cobrança em percentuais menores para quem ganha menos.
REAJUSTE
A assembleia dos servidores, que vai definir a pauta de reivindicação, ocorrerá no dia 14 de fevereiro, às 18h. Martins destaca que, entre as propostas, também estão outros pontos, como a reposição de perdas de anos anteriores, a manutenção das condições do convênio médico e dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), e a incorporação do abono de R$ 70,00 da última negociação.
O governo deve apresentar propostas após a entrega da pauta de reivindicações da categoria, no mês que vem, com base no impacto possível de ser absorvido no Orçamento do município.
