Tribuna do Leitor

Povo quer um novo país

Antonio C. Azevedo dos Santos
| Tempo de leitura: 2 min

O novo presidente, Jair Bolsonaro, já está despachando desde 1 de janeiro no Palácio do Planalto, aclamado por mais de 100.000 pessoas na festa de posse, seus ministros começam a tomar providências práticas e nenhum dos cataclismos que deveriam destruir o Brasil com sua vitória, segundo nos garantiam há meses, aconteceu até agora.

Mas a porção mais destrutiva da sociedade brasileira, essa que sobrevive traficando com leis e construindo um novo estado de direito a cada 15 dias, não dá nenhum sinal de que tenha percebido alguma mudança no Brasil, pior, não admite que a população quer um novo país, pois é óbvio que se encheu definitivamente do velho, que significa conchavos políticos nada republicanos, corrupção do mais alto nível, política de esquerda, e por aí vai.

A ordem dos perdedores é: já que o "outro lado" teve mais votos, então que se impeça de governar, através da produção contínua de baderna legal. É essa a "resistência" de que se ouve falar.

O novo governo tomou posse e colocou o país para andar, é um mau negócio para os perdedores, que torcem para o novo presidente se dar mal. Mas eis aí o que interessa aos "resistentes perdedores": fazer o novo governo não dar certo, para depois aparecerem, dizem eles, 'para salvarmos a democracia no Brasil'.

Mas o foco principal da torcida organizada está no STF, no qual a sabotagem contra a ordem legal continua sob o disfarce de ação civilizatória em favor dos direitos universais do homem - quer dizer, em favor de soltar Lula da cadeia. "O STF é hoje o mais nefasto fator de instabilidade institucional no Brasil", disse recentemente o jurista Modesto Carvalhosa.

A próxima exibição de circo que mostrará como "estão funcionando" as nossas "instituições" está prevista para abril, quando se fará a centésima tentativa de tirar Lula da cadeia, agora com julgamento final pelo STF da questão da condenação em segunda instância.

No episódio do ministro Marco Aurélio Mello, que por conta própria mandou soltar Lula e que Dias Toffoli anulou a ordem, apareceu um problema: descobriu-se que, para soltar Lula, será preciso soltar dezenas de milhares de assassinos, estupradores e até feminicidas... Imaginem só!

Como é que se faz? Olha a que ponto chegamos com uma atitude que mais parece um circo de um ministro do STF.

Pensando bem, é um milagre que o Brasil ainda exista. Deve ser a simpatia, a alegria ou um poder de algo maior que protege o país e todos os brasileiros de boa fé.

Os brasileiros e brasileiras deixaram bem claro nas urnas que não querem mais o velho, querem um país novo, realmente democrático e sem corrupção.

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