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| Em fevereiro, também acontece a licitação para contratar nova empresa gerenciadora da obra |
A retomada das obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa ficou para a segunda quinzena de fevereiro. Em reunião realizada entre o Departamento de Água e Esgoto (DAE) e a empresa COM Engenharia, foram tratados assuntos relativos à parte técnica da obra.
O presidente do DAE, Eric Fabris, afirma que os projetos que faltam devem ser feitos pela Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos, através de um contrato com uma fundação ligada à USP, buscando dar mais rapidez ao processo de elaboração. A empresa responsável pela obra disse a Fabris no encontro que, para montar novamente uma frente de trabalho, depende da aprovação de mais projetos, e portanto ficou acertado que a retomada das obras ocorrerá na metade final do mês que vem.
Em fevereiro, também acontece a licitação para contratar uma nova empresa gerenciadora da obra, que poderá também elaborar projetos complementares. A previsão é de contar com a nova empresa gerenciadora a partir de abril - há mais de um ano, a própria prefeitura e o DAE é quem estão fazendo esse trabalho.
PRAZO
O prazo final de conclusão da obra segue mantido, com o início da operação da ETE no final deste ano, e a entrega completa no ano que vem. "A obra não está parada. Estão sendo feitos mais de 80 grauteamentos de tubulações. Agora, a retomada de uma frente maior de trabalho só deve ocorrer na metade final do mês que vem. A empresa pediu para fazer isso quando mais alguns projetos estiverem prontos. Os prazos de entrega da obra seguem os mesmos", frisa.
Até o momento, cerca de 80% das obras civis já foram realizadas. Falta ainda a chegada de equipamentos, sendo que um deles está no Porto de Santos. O secador de lodo ainda não veio para a obra porque depende de um espaço específico que deve ser construído após a instalação do equipamento.
A entrega da ETE já foi adiada duas vezes e o novo cronograma foi apresentado no ano passado ao Ministério Público Federal (MPF), uma vez que o governo federal vai repassar R$ 118 milhões e o restante é custeado através de contrapartida do município, com dinheiro do Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE), recolhido todo mês na conta de água da população. O valor do contrato da obra era de R$ 129 milhões, mas deve passar de R$ 155 milhões com a aprovação de aditivos solicitados pela empresa por conta de falhas no projeto.
