| The Straits Times/Asia News Network/Reprodução |
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| Malavolta Jr. |
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| Deborah Maciel Cavalcanti Rosa, Patricia Pedroso e Patricia Lantman, do Hospital Estadual, falam sobre as ações de humanização |
Com o objetivo de expandir e aprimorar as estratégias de humanização do tratamento de pacientes, o Hospital Estadual de Bauru (HEB) estuda criar uma área para visitação de animais de pessoas que estiverem internadas por longos períodos na unidade. A intenção é implantar a novidade ainda neste ano, segundo a diretora Deborah Cavalcanti Rosa.
"Estamos analisando como isso pode ser implantado, quais serão os critérios exigidos. Mas a ideia é delimitar um espaço dentro do hospital, onde o dono e o animal - seja cachorro, gato ou qualquer outro - poderão se encontrar", adianta, dizendo que as regras estão sendo estudadas com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.
O que já está certo é que os bichos não irão circular pelos corredores da unidade, com acesso direto aos leitos de internação. Também deverão ser estabelecidos critérios sobre a gravidade dos casos e o tempo de internação, priorizando os pacientes, por exemplo, que tenham a possibilidade de se locomover, mesmo que de cadeira de rodas, e que já estão há muito tempo sem ver seus pets.
São normas que, de alguma forma, já vinham sendo discutidas pela CCIH e pelo HEB, que já analisaram dois pedidos isolados de pacientes terminais para receber visitas de seus bichos de estimação. Ambos eram vítimas de câncer. Um deles, um adolescente, chegou a rever seus dois cães em uma área externa do hospital. O outro, já idoso, faleceu antes que o processo de autorização fosse concluído.
"A visita precisa ser agendada. A família também precisa trazer um atestado de saúde assinado por um veterinário, o animal precisa estar higienizado e o médico do paciente precisa liberar a visita", enumera Deborah.
Um segundo passo, ainda sem prazo definido para acontecer, seria instituir a pet terapia, em que os pacientes recebem a visita de animais treinados para este tipo de trabalho. "Mas, para que isso seja possível, precisaríamos estabelecer parcerias, com ONGs ou centros de adestramento", pontua.
OUTRAS MEDIDAS
Desde meados de 2016, o hospital ampliou o horário de visitação de pacientes de quatro para 12 horas diárias. Em breve, o período será acrescido de mais uma hora, com permissão para a entrada de familiares e amigos das 7h às 20h, conforme antecipa a presidente da Comissão de Humanização do HE, Patricia Pedroso.
Também em 2016, o HE passou a permitir a permanência de acompanhantes 24 horas por dia para todos os pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo Deborah Cavalcanti Rosa, a exigência legal para pacientes nestas condições contempla somente idosos acima de 65 anos, crianças e pessoas com deficiência.
"Também expandimos esta garantia para todos os pacientes de unidades fechadas, como a unidade de queimados, coronariana e oncológica. Nossa meta, agora, é conseguir estender o benefício para o hospital todo", pontua.
Antes, contudo, o HE planeja adquirir poltronas novas para oferecer maior conforto aos acompanhantes, já que boa parte do mobiliário atual é composto de cadeiras de plástico, que não possuem estofamento e nem são reclináveis. O recurso deverá vir da venda do livro "Olhares - Hospital Estadual de Bauru e suas diversas nuances", lançado em novembro do ano passado pela Editora Idea.
CENTRO DE CONVIVÊNCIA
A expectativa da diretoria é alcançar o valor necessário ao longo deste ano. A comercialização da obra também deverá ajudar a complementar o valor necessário para a construção de uma centro de convivência no hospital (leia mais abaixo). O restante do recurso, já reservado, foi obtido em 2018 com a arrecadação alcançada pela campanha anual da Associação Bauruense de Combate ao Câncer (ABCC) em parceria com o McDonald's.
"É um projeto que já nos ajudou muito: a fazer a brinquedoteca e a reforma da UTI pediátrica, outros exemplos que contribuem para a humanização do tratamento dos pacientes", cita Deborah Cavalcanti.
Agora, com a construção de um centro de convivência, pacientes que não precisam de internação, mas que permanecem no HE, por exemplo, pela distância das cidades de origem, poderão ter uma rotina mais confortável dentro do hospital. A diretora explica que, atualmente, o HE conta com dois quartos com banheiro, que são utilizados para abrigar somente acompanhantes de pacientes de longa permanência que não moram em Bauru.
Com a arrecadação oriunda das vendas do livro, a ideia é reformar o local para permitir uma estadia mais humanizada não apenas dos acompanhantes, mas dos próprios pacientes. O projeto prevê a construção de duas salas, banheiros, cozinha e oito a dez quartos.
Na Unimed
No Hospital da Unimed, também são desenvolvidas diversas ações para humanizar o tratamento dos pacientes. Uma delas é o grupo de cuidados paliativos, formado por uma equipe multidisciplinar que cuida de casos com prognóstico desfavorável e oferece conforto não apenas aos pacientes, mas também aos familiares.
| Samantha Ciuffa |
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| Obra arrecada fundos para o desenvolvimento de projetos de humanização do HE; livro está à venda na recepção principal do hospital de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h |
"São médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, farmacêuticos, entre outros, que dão todo o suporte necessário para este momento", observa a gerente de enfermagem do Hospital Unimed, Luci Aparecida de Souza.
A unidade também recebe a visita de grupos de coral, que cantam para os pacientes, além de grupos voluntários que fazem brincadeiras para tornar a estadia dos internados mais leve. "Uma das ações mais recentes é a inclusão do suporte religioso oferecido por um capelão, independentemente do credo do paciente", acrescenta.
O hospital ainda promove eventos internos no setor de hemodiálise, no laboratório de quimioterapia e no berçário, com decoração e brincadeiras para comemorar datas festivas, como Dia da Criança, Páscoa, Natal, Ano-Novo e Carnaval.
SERVIÇO
Quem quiser contribuir com os projetos de humanização do HE pode adquirir o livro "Olhares - Hospital Estadual de Bauru e suas diversas nuances", que está à venda na recepção principal do hospital de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O valor é R$ 69,90, com desconto para funcionários da instituição, que pagam R$ 39,90.


