| Bruno Freitas/Noroeste |
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| Tales, que entrou durante o primeiro tempo, tenta se desvencilhar da marcação do Primavera |
O Noroeste empatou com o Primavera por 1 a 1, nesta quarta-feira (23) à noite, no Estádio Alfredo de Castilho, no primeiro jogo da equipe em Bauru neste ano. Na estreia da Série A3, o Noroeste tinha vencido o Comercial, fora, e agora tem quatro pontos na tabela de classificação, terminando a segunda rodada próximo dos líderes.
A partida desta quarta (23) teve um segundo tempo atípico, com paralisações de jogo pela falta de energia em um dos refletores e pela lesão da árbitra. O Norusca volta a jogar no sábado, a partir das 17h, contra o São Carlos, fora de casa, buscando continuar na parte de cima da classificação.
O JOGO
Com muito mais posse de bola, o Noroeste dominou todo o primeiro tempo, pressionando o Primavera tanto em jogadas pela lateral como também em jogadas na área, mas pecava nas finalizações. O clube de Indaiatuba pouco conseguiu fazer na primeira etapa, sem ameaçar a meta alvirrubra. Ainda na etapa inicial, dois jogadores noroestinos se machucaram no mesmo lance. O lateral esquerdo Renan e o atacante Lucas Dantas foram substituídos, obrigando o treinador Betão Alcântara a "queimar" duas alterações antes do intervalo da partida.
No segundo tempo, o Noroeste mais uma vez começou atacando o Primavera, e aos cinco minutos, Talles Brener fez boa jogada e passou a bola para Leo Gonçalves, que chutou forte e obrigou o goleiro Filipe a fazer a defesa. Aos 11 minutos, Pedro Felipe foi derrubado na área pelo zagueiro Felipe. Pênalti para o Noroeste, e na cobrança, Diego Souza fez o gol, 1 a 0. O jogo ficou paralisado por alguns minutos devido a problemas nos refletores.
Quando a partida foi retomada, o Primavera aproveitou sua única boa chance em todo o jogo, aos 33 minutos, e empatou em um chute forte de Lucas Lopes. O Norusca ainda teve chance de marcar aos 36, com Pacheco, e aos 38, com bola na trave de Talles Brener e no rebote Leo Gonçalves chutou para fora. Nos últimos minutos, o Noroeste ainda teve mais chances de vencer, mas desperdiçou e ficou no empate por 1 a 1 em casa.
Refletor apagado e árbitra machucada
O torcedor que compareceu em bom número ao Alfredão - 2.175 pagantes, de acordo com o clube - viu além do empate algumas situações inusitadas nesta quarta-feira (23). No segundo tempo, assim que o Noroeste sofreu o pênalti, os refletores que ficam perto dos vestiários do visitante se apagaram. O jogo ficou parado por cerca de cinco minutos, até que a cobrança foi autorizada e o Noroeste fez o gol. O jogo seguiu e acabou parando de novo, até que a iluminação fosse reestabelecida por completo. Depois, a árbitra Edna Regina Batista se contundiu, e o jogo ficou parado por longo período para que ela fosse atendida. A árbitra voltou, mas em seguida foi substituída pelo quarto árbitro Edson Alves da Silva.
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Técnico diz que adversário ficou atrás
O técnico Betão Alcântara afirma que o Noroeste buscou o jogo, mas o adversário não quis jogo e isso atrapalhou. "Enfrentamos um adversário que ficou atrás da linha da bola, totalmente recuados. A nossa equipe foi para cima, buscou o jogo, atacou e deu o melhor que podia. No primeiro tempo faltou o gol, e no segundo tempo, as paralisações acabaram atrapalhando, logo depois do nosso gol, e o jogador deles chutou bem, fez o gol e empatou. Ainda assim estamos dentro da média que eu projeto de fazer quatro pontos a cada dois jogos nesse campeonato", afirmou.
O segundo tempo durou 66 minutos, ou seja, 1 hora e 6 minutos, considerando a soma das paralisações e o tempo de jogo efetivo. "Eu nunca vi um tempo de jogo demorar tanto, pelas coisas que aconteceram, parecia tênis e não futebol, foi muito fora do que estamos acostumados mesmo", lembrou.
